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PF prende integrante de organização criminosa transnacional

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Oiapoque/AP. Na tarde deste domingo (24/8), a Polícia Federal deflagrou a Operação Boulanger 2, com o objetivo de combater os crimes de trabalho análogo à escravidão, homicídios de garimpeiros, tráfico de drogas, armas e munições, além de organização criminosa armada transnacional.

As investigações tiveram início a partir de diversas denúncias recebidas pela Delegacia de Polícia Federal e veiculadas em grupos de mensagens locais, relatando a invasão armada em um garimpo localizado na Guiana Francesa, por integrantes de uma organização criminosa formada por brasileiros, com base de atuação em Oiapoque/AP.

A primeira fase da Operação Boulanger resultou na identificação e qualificação de uma parte significativa dos integrantes da organização criminosa. Nesta etapa, cinco membros da facção foram capturados e presos preventivamente.

Com o avanço das apurações, um novo integrante foi identificado. Ele atuava como base de apoio logístico e operacional do grupo, sendo responsável pelo transporte fluvial e terrestre de armas, entorpecentes, valores, produtos de higiene e alimentos, além de dar suporte a membros da facção em áreas de difícil acesso e realizar ações de resgate e ocultação de armamento entre o Brasil e garimpos ilegais na Guiana Francesa.

Durante o cumprimento do mandado, o indivíduo foi preso em flagrante com uma pistola de uso restrito, 1,1kg de ouro, além de diversos materiais como motores e internet portátil via satélite.

O homem foi conduzido à delegacia da PF em Oiapoque e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional. Ele poderá responder pelos crimes de participação em organização criminosa, posse ilegal de arma de fogo e usurpação de bens da União.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá
Contato: (96) 3213-7503

Fonte: Polícia Federal

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TRE multa Pedro Taques em R$ 60 mil por ataques a Mauro Mendes

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) condenou, por unanimidade, o ex-governador Pedro Taques ao pagamento de R$ 60 mil em multas por conteúdos negativos impulsionados nas redes sociais contra o também ex-governador Mauro Mendes, que disputa uma vaga ao Senado. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (13).

Ao todo, foram julgadas quatro representações. Em cada processo, o tribunal aplicou multa de R$ 15 mil, além de tornar definitiva a determinação para retirada dos conteúdos questionados. Os processos tiveram como relator o juiz Pérsio Oliveira Landim.

As ações envolvem vídeos e publicações em que Taques fazia acusações contra Mauro Mendes e integrantes de seu grupo político, relacionando-os a supostos crimes, desvios de recursos e corrupção. Segundo a representação, os conteúdos foram impulsionados com pagamento para ampliar o alcance das mensagens, que teriam chegado a mais de 1 milhão de pessoas.

Durante o julgamento, o relator destacou que a legislação eleitoral estabelece limites para o uso de publicidade paga nas redes sociais. Segundo o entendimento adotado pela Corte, o impulsionamento não pode ser utilizado para ampliar artificialmente ataques ou conteúdos negativos contra adversários políticos.

“Não se admite o impulsionamento de conteúdo negativo contra adversário político”, afirmou Landim durante o julgamento.

O Ministério Público Eleitoral também se manifestou pela procedência das quatro ações e defendeu a aplicação das multas. Para o órgão, o uso de ferramentas pagas para ampliar conteúdo negativo ou difamatório contra adversários viola as regras eleitorais.

Os magistrados também fizeram uma distinção entre a divulgação de investigações e a apresentação de suspeitas como se fossem fatos definitivamente comprovados, especialmente quando não há condenação. A decisão, contudo, teve como ponto central o uso do impulsionamento pago para ampliar as publicações.

Com o julgamento, a determinação de retirada dos vídeos passa a ser definitiva no âmbito das quatro ações analisadas pelo TRE-MT. A decisão ocorre em meio à disputa eleitoral para o Senado, que reúne Taques e Mauro Mendes entre os candidatos.

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