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PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro em Mato Grosso

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Cuiabá/MT. A Polícia Federal deflagrou, neste sábado (21/6), a Operação Falsus Territorium, com o objetivo de apurar a prática de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por parte de indivíduo com condenação anterior por tráfico internacional de drogas e associação criminosa.

Durante as diligências, foi constatada a utilização de identidade ideologicamente falsa, além da posse e uso de um veículo de alto valor, registrado em nome de terceiro, sem justificativa lícita aparente. Também foram encontrados maços de dinheiro em espécie na residência do investigado.

Os elementos reunidos apontam indícios de dissimulação patrimonial, com a ocultação da verdadeira titularidade de bens e da origem dos recursos utilizados na aquisição, conduta típica do crime de lavagem de capitais.

Mais cedo, no mesmo dia, a Polícia Federal prendeu o investigado, que estava foragido da Justiça, no estacionamento de um shopping em Cuiabá. Ele havia sido condenado pela Justiça Federal de São Paulo a mais de 19 anos de reclusão e já foi apontado como um dos principais traficantes internacionais do estado. 

As investigações seguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, mapear o fluxo patrimonial e reunir novos elementos que subsidiem o inquérito em curso.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso
[email protected] | www.gov.br/pf
(65) 99218-6164

Fonte: Polícia Federal

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Após veto da ALMT, novo presidente do TJ promete retomar reajuste de servidores

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O desembargador José Luiz Leite Lindote, eleito para presidir o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) no biênio 2027-2028, pretende reabrir a discussão sobre o reajuste salarial de 6,8% dos servidores do Judiciário. A proposta foi barrada após a Assembleia Legislativa manter o veto do Executivo, mas o futuro presidente da Corte afirma que buscará uma nova negociação com os deputados estaduais e o governo.

Na avaliação de Lindote, o resultado da votação foi influenciado pela falta de entendimento entre as instituições durante a tramitação do projeto. Ele defendeu uma aproximação maior com o Legislativo e o Executivo para construir uma alternativa que permita conceder o aumento à categoria.

“Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador de Estado”, afirmou o desembargador ao comentar o impasse.

Lindote garantiu que pretende reapresentar a proposta e demonstrou confiança na possibilidade de chegar a um acordo. Segundo ele, a nova tentativa deverá ser conduzida por meio de conversas com os parlamentares, com o objetivo de demonstrar a necessidade da recomposição salarial.

O magistrado também argumentou que os vencimentos dos servidores estão defasados e defendeu que a autonomia entre os Poderes seja respeitada na discussão. Para ele, a possibilidade de outros setores do funcionalismo reivindicarem reajustes semelhantes não deve impedir que o Judiciário busque corrigir a remuneração de seus próprios servidores.

A declaração ocorre após a Assembleia Legislativa manter, na quarta-feira (7), o veto integral ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que previa o aumento de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça. A votação terminou com 12 votos favoráveis à manutenção do veto e seis contrários, enquanto outros seis deputados estavam ausentes.

O veto havia sido apresentado pelo então governador Mauro Mendes (União Brasil), sob o argumento de que a proposta não apresentava estudos atualizados suficientes sobre o impacto financeiro nem indicava uma fonte permanente de recursos para custear a despesa. O governo também apontou possíveis reflexos sobre as contas públicas e o risco de reivindicações semelhantes em outras carreiras.

Com a decisão dos deputados, o reajuste não poderá ser aplicado nos moldes do projeto barrado. Uma nova tentativa dependerá da construção de outra proposta e da articulação necessária para superar os questionamentos que levaram ao veto.

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