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PF deflagra operação contra desmatamento na Terra Indígena Menkü no Mato Grosso

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Cuiabá/MT. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13/8), a Operação Mykyara, com o objetivo de identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos em atividades reiteradas de desmatamento no interior da Terra Indígena Menkü, habitada pelo povo Myky.

Participam da ação 42 policiais federais, que cumprem 10 mandados de busca e apreensão em residências e nas madeireiras apontadas como responsáveis pela receptação da madeira extraída ilegalmente da Terra Indígena. A operação conta com o apoio de servidores do Ibama e da Funai.

A investigação teve início a partir de denúncia anônima registrada na plataforma Fala.BR, relatando a exploração sistemática de madeira na área protegida. Por meio de análises de imagens de satélite, constatou-se que, somente no ano de 2024, a exploração ilegal resultou no corte seletivo de 1.142,88 hectares de floresta nativa.

Além dos danos ambientais, o inquérito apura grave ocorrência de ameaça perpetrada por madeireiros contra mulheres indígenas que se opuseram às atividades ilícitas, colocando em risco sua integridade física e vida.

Os investigados poderão responder pelos crimes de desmatamento de terra de domínio público, receptação de madeira sem origem e associação criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso
Contato: (65) 99218-6164
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.

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