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PF combate influência do crime organizado no processo eleitoral no Rio Grande do Sul

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São Borja/RS. Nesta quarta-feira (17/9), a Polícia Federal, com apoio do Ministério Público, da Brigada Miliar, da Polícia Civil e da Polícia Penal, deflagrou a Operação Tempus Veritatis. A ação consiste em um desdobramento da Operação Integridade Eleitoral, ocorrida em outubro de 2024, com o objetivo de reprimir a tentativa de influência do crime organizado no processo eleitoral do município de São Borja, no Rio Grande do Sul.

Durante a deflagração desta manhã, policiais federais realizaram sete buscas pessoais e oito buscas domiciliares, incluindo uma busca dentro da Penitenciária de Alta Segurança do Rio Grande do Sul, além de uma ordem de afastamento de servidor público de suas funções. Os mandados judiciais foram expedidos pelo Juízo Eleitoral de Garantias de Santa Maria/RS.

O inquérito policial teve início com informações sobre um líder de uma organização criminosa que, mesmo preso, estabeleceu contato direto e pessoal com a cúpula política de uma campanha eleitoral.

As investigações indicaram que o acordo firmado previa o fornecimento de apoio material, pessoal e financeiro à candidatura em troca de cargo público na futura administração municipal para pessoa de confiança da organização criminosa, ampliando assim o seu poder de influência sobre o poder público local.

Os fatos investigados podem configurar os crimes de associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.

A Polícia Federal reitera seu compromisso com a transparência das investigações, respeitando o devido processo legal, e informa que as apurações prosseguem para identificar eventuais outros envolvidos no esquema criminoso.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Borja
Fone: (51) 3430-9000

Fonte: Polícia Federal

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.

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