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Obras de infraestrutura transformam rotina de moradores e fortalecem comércio no Paiaguás
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As obras de infraestrutura realizadas pela Prefeitura de Várzea Grande no bairro Paiaguás já começam a transformar a rotina de moradores e comerciantes da região. A implantação da rede de drenagem e o asfaltamento de ruas são apontados pela população como importantes avanços para melhorar a mobilidade, a segurança e as condições para o desenvolvimento do comércio local.
Uma das vias que recebe as intervenções é a Rua Emília Jacinta Neto, onde as equipes da Secretaria Municipal de Viação e Obras atuam na implantação da drenagem e na aplicação de massa asfáltica.
Moradora do bairro há sete anos, Silvana Bento acompanha com expectativa o avanço dos trabalhos. Proprietária de um comércio na região, ela conta que o estabelecimento está fechado há cerca de dois anos devido às condições da via e afirma que pretende retomar as atividades após a melhoria da infraestrutura.
“Eu tenho um comércio aqui na região e há dois anos não abro meu negócio. Estamos esperançosos, quero abrir meu comércio. Antes era só buraco, mas agora confio que teremos um bairro com uma estrutura adequada”, relatou.
Para Silvana, a melhoria das ruas representa mais do que conforto para os moradores. A expectativa é que a nova estrutura também ajude a movimentar a economia local e possibilite que comerciantes voltem a investir em seus estabelecimentos.
O comerciante Robson Moraes, que mora na região desde 2021, também destaca os impactos positivos das obras. Segundo ele, a situação das vias sempre foi uma das principais dificuldades enfrentadas por quem vive e trabalha no bairro.
“A situação aqui sempre foi crítica e vejo que vai melhorar, pois vejo que a obra está sendo de qualidade. Vai beneficiar nós, comerciantes, a população, que terá ruas melhores para transitar, e também trará mais segurança”, destacou.
De acordo com a Secretaria Municipal de Viação e Obras, as intervenções já alcançaram 45 ruas na região do Paiaguás. O conjunto de obras representa um investimento de R$ 10 milhões, sendo R$ 3 milhões em recursos próprios do Município e o restante proveniente de convênio.
O secretário municipal de Viação e Obras, Celso Pereira, ressalta que, além do asfaltamento, a implantação de uma rede de drenagem adequada é fundamental para garantir maior durabilidade ao pavimento e reduzir a necessidade de novas intervenções.
“Já realizamos intervenções em 45 ruas na região do Paiaguás. Estamos realizando uma obra com alta qualidade, com drenagem adequada para aquela região. Esse investimento representa não apenas mais conforto e segurança para os moradores, mas também economia a longo prazo, com pavimento resistente e duradouro”, afirmou.
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Após veto da ALMT, novo presidente do TJ promete retomar reajuste de servidores
O desembargador José Luiz Leite Lindote, eleito para presidir o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) no biênio 2027-2028, pretende reabrir a discussão sobre o reajuste salarial de 6,8% dos servidores do Judiciário. A proposta foi barrada após a Assembleia Legislativa manter o veto do Executivo, mas o futuro presidente da Corte afirma que buscará uma nova negociação com os deputados estaduais e o governo.
Na avaliação de Lindote, o resultado da votação foi influenciado pela falta de entendimento entre as instituições durante a tramitação do projeto. Ele defendeu uma aproximação maior com o Legislativo e o Executivo para construir uma alternativa que permita conceder o aumento à categoria.
“Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador de Estado”, afirmou o desembargador ao comentar o impasse.
Lindote garantiu que pretende reapresentar a proposta e demonstrou confiança na possibilidade de chegar a um acordo. Segundo ele, a nova tentativa deverá ser conduzida por meio de conversas com os parlamentares, com o objetivo de demonstrar a necessidade da recomposição salarial.
O magistrado também argumentou que os vencimentos dos servidores estão defasados e defendeu que a autonomia entre os Poderes seja respeitada na discussão. Para ele, a possibilidade de outros setores do funcionalismo reivindicarem reajustes semelhantes não deve impedir que o Judiciário busque corrigir a remuneração de seus próprios servidores.
A declaração ocorre após a Assembleia Legislativa manter, na quarta-feira (7), o veto integral ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que previa o aumento de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça. A votação terminou com 12 votos favoráveis à manutenção do veto e seis contrários, enquanto outros seis deputados estavam ausentes.
O veto havia sido apresentado pelo então governador Mauro Mendes (União Brasil), sob o argumento de que a proposta não apresentava estudos atualizados suficientes sobre o impacto financeiro nem indicava uma fonte permanente de recursos para custear a despesa. O governo também apontou possíveis reflexos sobre as contas públicas e o risco de reivindicações semelhantes em outras carreiras.
Com a decisão dos deputados, o reajuste não poderá ser aplicado nos moldes do projeto barrado. Uma nova tentativa dependerá da construção de outra proposta e da articulação necessária para superar os questionamentos que levaram ao veto.
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