Polícia Federal
Câmara de Várzea Grande nega ser alvo de operação e diz que investigação envolve vereadores
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A Câmara Municipal de Várzea Grande afirmou que não foi alvo direto da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) na terça-feira (20). Em nota oficial, o Legislativo destacou que não houve cumprimento de mandados de busca e apreensão nas dependências da instituição e atribuiu as diligências a investigações envolvendo individualmente vereadores da Casa.
O posicionamento foi divulgado após a operação atingir parlamentares do município, incluindo o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). A investigação apura suspeitas de corrupção e possíveis negociações de votos na eleição da Mesa Diretora, realizada em maio.
Na manifestação, a Câmara argumentou que as buscas realizadas em residências particulares não significam, por si só, que a estrutura administrativa do Legislativo esteja sob investigação. A instituição ressaltou que cabe a cada parlamentar citado procurar acesso aos autos para conhecer os elementos da apuração e exercer o direito à defesa.
“Em relação aos mandados cumpridos em residências particulares de parlamentares, a Câmara informa que se tratam de apurações no âmbito individual, cabendo a cada vereador citado buscar o devido acesso aos autos para exercer o seu direito à ampla defesa e ao contraditório”, diz trecho da nota.
Casa afirma estar à disposição das autoridades
A Câmara também declarou que permanece disponível para colaborar com os órgãos responsáveis pela investigação e prestar eventuais esclarecimentos. No comunicado, o Legislativo reafirmou o compromisso com a transparência pública e com o cumprimento das normas legais.
A operação apura possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora, quando Wanderley Cerqueira venceu o vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11. O resultado foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação do pleito para o biênio 2027/2028.
As denúncias que deram origem à investigação incluem suspeitas de compra de votos, ameaças e possíveis vantagens indevidas nas articulações anteriores à votação. O procedimento tramita sob responsabilidade do Ministério Público de Mato Grosso, e os fatos ainda dependem de apuração.
A ausência de mandados na sede da Câmara, conforme destacou a instituição, não encerra a investigação nem determina antecipadamente seu alcance. A extensão das apurações e as eventuais responsabilidades individuais serão definidas pelas autoridades competentes.
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Gaeco monitorou vereadores com drones em chácara antes de eleição em VG
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) utilizou drones para acompanhar uma reunião de vereadores de Várzea Grande em uma chácara no Distrito da Guia, em Cuiabá, às vésperas da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. As imagens registraram a circulação de pessoas, veículos estacionados e parlamentares reunidos em diferentes pontos da propriedade.
O monitoramento integra as investigações da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis irregularidades na articulação política que levou Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência do Legislativo várzea-grandense.
Conforme informações divulgadas pelo Olhar Direto, a apuração teve início após uma denúncia anônima apontar que vereadores estariam reunidos na chácara para assegurar apoio à candidatura de Wanderley. O relato também levantou suspeitas de pagamentos em dinheiro e mencionou a possível presença de homens armados no local. As informações ainda são objeto de investigação e não representam comprovação das irregularidades denunciadas.
Entre os parlamentares investigados estão Wanderley Cerqueira, Braz Jaciro, Dr. Miguel Júnior, Sargento Galibert, Wender Madureira e Alessandro Moreira, além de outros integrantes da Câmara. A apuração também busca esclarecer denúncias sobre supostos pagamentos periódicos, chamados de “pacuzinho”, que teriam sido utilizados para manter o apoio de vereadores.
A eleição da Mesa Diretora ocorreu em 14 de maio. Na ocasião, Wanderley venceu Lucas do Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a votação, por entender que a escolha para o biênio 2027/2028 havia sido realizada de forma antecipada demais.
A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com a participação de mais de 200 policiais. O vereador Sargento Galibert confirmou que esteve na chácara, mas negou que tenha havido pagamento em troca de votos.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e individualizar eventuais responsabilidades. Até o momento, as suspeitas não significam que os investigados tenham cometido crimes.
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