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“Só as Polícias de Mato Grosso e de São Paulo têm armas desse nível”, destaca governador

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Ao entregar novos armamentos para a Polícia Militar, nesta terça-feira (22/7), o governador Mauro Mendes destacou que apenas as forças de Segurança de Mato Grosso e de São Paulo possuem conjuntos de equipamentos desse nível para combater a criminalidade.

Mauro entregou 128 fuzis da marca israelense IWI, metralhadoras Negev e armas de eletrochoque Taser X2, óculos de visão noturna, miras optrônicas, e outros equipamentos tecnológicos.

“Nós vamos continuar investindo pesadamente para dar as melhores condições aos nossos policiais. E hoje eu não tenho dúvida: armas iguais essas aqui, desse nível, é só Mato Grosso e São Paulo que têm. Algumas tecnologias e armamentos que nós temos aqui, talvez nenhum estado brasileiro tenha. Nós temos que dar as melhores condições para enfrentar o crime e combater todos aqueles que ousarem desafiar a lei aqui no estado de Mato Grosso”, relatou.

De acordo com o governador, hoje as forças de Segurança vivem uma realidade muito melhor do que no início de 2019, quando ele assumiu a gestão.

“Lembro que a polícia precisava fazer vaquinha pra conseguir qualquer melhoria ou reforma. Na época, até comemoramos uma doação de armas da Polícia Rodoviária Federal. E hoje temos uma das polícias mais bem equipadas e estruturadas do país para combater todo tipo de crime”, registrou.

Mauro ainda parabenizou e homenageou os agentes que se destacaram no Programa Tolerância Zero e, com isso, ajudaram a reduzir significativamente os índices dos principais crimes em Mato Grosso.

“Parabéns a cada soldado, a cada oficial, a cada praça. A todos vocês que fazem esse trabalho, digo em nome de todos os mato-grossenses que tenho muito orgulho do trabalho de vocês”, finalizou.

Também participaram do evento o vice-governador Otaviano Pivetta; a senadora Margareth Buzetti; o deputado estadual Elizeu Nascimento; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Cesar Roveri (Segurança) e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo); e os comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, coronéis Fernando Tinoco e Gledson Bezerra, respectivamente; além de diversas outras autoridades policiais.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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