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Secretário de Segurança destaca ações e programas estaduais contra a violência doméstica

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O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou, em entrevista concedida nesta quinta-feira (25.9) ao Jornal da Nova, da Rádio Nova FM, as principais ações desenvolvidas pelo Governo de Mato Grosso no enfrentamento à violência doméstica e na proteção das mulheres.

Durante a conversa, o gestor apresentou programas já em execução, ressaltou a importância da integração entre os órgãos e anunciou a assinatura de um protocolo de intenções que ampliará o uso de tecnologias voltadas à defesa das vítimas.

Ele ressaltou a importância da participação da sociedade nas denúncias e anunciou a assinatura de um protocolo de intenções que vai ampliar uso de tecnologia para fortalecer o monitoramento dos agressores e as medidas de proteção das mulheres.

Segundo Roveri, Mato Grosso já possui mais de 13 mil medidas protetivas em vigor, com atendimento realizado pela Patrulha Maria da Penha e delegacias especializadas.

“Infelizmente, não há como ter um policial dentro da casa de cada mulher, por isso precisamos da colaboração da sociedade para denunciar situações de risco. O 190 e o 181 são canais seguros e sigilosos para esse tipo de comunicação”, afirmou.

O secretário lembrou ainda, que já existe a Câmara Temática de Defesa da Mulher, criada em 2017, ela reúne órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, Defensoria Pública, Controladoria-Geral do Estado e Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além de entidades da sociedade civil, para discutir e definir medidas estratégicas voltadas para a proteção das mulheres, em todos os âmbitos.

“A defesa da mulher não é apenas trabalho de polícia, mas uma ação social que precisa envolver todos”, destacou.

Roveri também ressaltou o índice de resolução dos casos de feminicídios no Estado, que chega a 100%. Ele citou o caso da mulher assassinada dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), solucionado pela Polícia Civil com auxílio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

“Esse trabalho identificou e prendeu o criminoso, que também estava envolvido em outros assassinatos e estupros. As forças policiais deram uma resposta rápida e o retiraram das ruas, evitando novas vítimas”, disse.

Entre as novas medidas, o Governo do Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Secretaria de Justiça, assinará nesta quinta-feira (25.9) um protocolo para integrar dados, como: medidas protetivas, tornozeleiras eletrônicas e o botão do pânico ao sistema de monitoramento da segurança pública. A tecnologia permitirá identificar em tempo real o descumprimento das decisões e acionar rapidamente a polícia.

De acordo com Roveri, o objetivo é ampliar a rede de proteção e levar o sistema a todos os municípios de Mato Grosso. “A Patrulha Maria da Penha praticamente dobrou o número de atendimentos em relação ao ano passado. Estamos avançando, mas a participação da sociedade e a confiança das vítimas no sistema de segurança são fundamentais para salvar vidas”, completou.

Assista à entrevista completa clicando neste link.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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