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Seciteci promove palestras em Etecs e apoia eventos que debatem relações raciais e ensino

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A Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realiza uma série de ações voltadas para pautas étnicas raciais. A programação para o Mês da Consciência Negra consiste em palestras e eventos que visam despertar a reflexão crítica sobre desigualdades e preconceitos, estimulando a construção de uma sociedade mais consciente, justa e inclusiva.

No dia 12 de novembro foi realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com apoio da Seciteci, a palestra “Entre o racismo calejado e o privilégio escondido: trajetórias sociais de negros/as e brancos/as em carreiras de prestígio”. O palestrante foi Sérgio Pereira dos Santos, mestre e doutor em Educação e Pós-Doutor em Sociologia, vinculado ao PPGEduc da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e pesquisador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da UFES.

Uma das responsáveis pela organização do evento foi a servidora da Seciteci, Julianne Caju, que recentemente defendeu sua tese de doutorado sobre a integração da Educomunicação e da Pretagogia para a promoção da educação antirracista na educação profissional.

A professora e doutora em Estudos de Cultura Contemporânea pela UFMT também promoveu, nos dias 13 e 14 de novembro, uma palestra, oficina e roda de conversa sobre importância da literatura negra para a promoção de Educação Antirracista em escolas. A iniciativa foi feita na E. E. Prof. Ana Maria Do Couto, em Cuiabá

Já no dia 17, Juliane marcou presença na Escola Técnica Estadual de Sinop (ETEC), durante a programação da Semana da Consciência Negra. A servidora palestrou sobre “As palavras como instrumento de poder: o racismo linguístico em meio às pautas do desenvolvimento e da responsabilidade social nas organizações”.

A programação da ETEC de Sinop continuou no dia 18, com mais palestras, exposições, apresentações culturais, oficinas e um minicurso de tranças com Vanessa Princesa de tranças (parceria com professores, convidados ou alunas voluntárias).

A Seciteci ainda atuará como parceira na 19ª Jornada – Desigualdades Raciais na Educação Brasileira, em conjunto com o Seminário de Educação, o SemiEdu, que ocorrerá de 26 a 28 de novembro. Nesta edição a jornada abordará o tema “Mulheres Negras na Ciência e Tecnologia”.

Segundo Julianne, quando a Seciteci apoia eventos externos, realizados em escolas, universidades e outras instituições, contribui para romper o apagamento epistêmico e a invisibilização das contribuições da população negra, inclusive nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

“É assim que uma instituição pública cumpre seu papel e ajuda Mato Grosso a crescer com mais equidade, igualdade; com respeito às diversidades e pertencimento; com promoção de políticas públicas que garantem acesso a todas as pessoas”, afirmou a servidora.

Ela também ressaltou que além das ações promovidas neste mês, a Seciteci tem incluído ações afirmativas em todos os processos seletivos de estudantes e professores, incentivando a pauta racial nos editais e eventos da secretaria.

“Como servidora da Seciteci desde 2004, eu me sinto profundamente honrada em ver uma gestão que entende seu papel histórico: definir políticas, estratégias e ações comprometidas com inclusão, equidade e justiça social”, completou.

Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, apoiar ações como essas é contribuir ativamente com a transformação social.

“Por meio de diversas ações, estamos trabalhando de forma contínua, para promover o debate qualificado sobre relações raciais. Discutir relações raciais não é apenas reconhecer desafios históricos; é adotar uma postura proativa, oferecendo melhores possibilidades e apostando na transformação social”, completou o secretário”, finalizou o secretário.

*Com supervisão de Beatriz Passos.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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