Mato Grosso

“Salvar vidas não tem preço; o investimento vale cada centavo”, afirma governador

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“Dá muito orgulho saber que isso aqui vai melhorar a vida das pessoas, vai salvar vidas, vai criar uma facilidade do ir e vir de todos os cidadãos que moram ou passam pela BR-163. E salvar vidas não tem preço; o investimento vale cada centavo”.

Com essas palavras, o governador Mauro Mendes entregou, nesta quinta-feira (18.12), mais 130 quilômetros duplicados da BR-163, no trecho entre Posto Gil e Sinop.

Somando mais essa entrega, Mato Grosso totaliza 260 quilômetros de pista duplicada em uma rodovia que, por anos, era sinônimo de abandono e insegurança, conhecida como “estrada da morte”.

A cerimônia foi realizada durante a Expedição 163, comitiva que percorreu os principais trechos da rodovia, passando por trechos já entregues e em obras.

“Essa obra que o Governo de Mato Grosso está fazendo, através da concessionária Nova Rota do Oeste, é a maior obra de infraestrutura rodoviária no Brasil. É um recorde de entrega no país”, afirmou Mauro, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.

O governador lembrou que, quando assumiu o Governo em 2019, a BR-163 era um dos maiores gargalos de Mato Grosso, com centenas de mortes registradas anualmente.

“Essa rodovia era um drama. Percorremos várias vezes a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], fomos lá não só cobrar, mas apresentar solução. E o resultado está aí. Uma obra que tinha possibilidade de talvez começar daqui a muitos anos, hoje ja está com quase todos os trechos prontos”, registrou.

Desde que o Estado assumiu a concessão da rodovia, os óbitos caíram mais de 85% entre os trechos de Posto Gil e Nova Mutum, que são os mais movimentados.

“Salvar vidas não tem preço. O investimento vale cada centavo. Isso é fazer política com responsabilidade”, pontuou.

O chefe do Executivo também fez questão de rebater a visão de que a rodovia serve apenas para o escoamento da produção.

“Muita gente fala ‘ah, rodovia pro caminhão de soja, de milho, de etanol’. Não. É também pra isso. Mas dentro de cada caminhão desses tem um cidadão, tem um mato-grossense, tem um brasileiro. São vidas que passam aqui. São ambulâncias, ônibus escolares, gente indo e vindo pra viver nas nossas cidades.”

De acordo com o governador, os 80 quilômetros restantes entre Sinop e Posto Gil serão concluídos até 2026, e o trecho entre Várzea Grande e Rosário Oeste já está com as obras contratadas e iniciadas.

A duplicação dos 130 quilômetros, que inclui ainda quatro viadutos, representa um investimento total de R$ 4,1 bilhões, distribuídos em oito contratos de execução.

A solenidade também contou com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta; da senadora da República Margareth Buzetti; do presidente do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, ex-senador Cidinho Santos; do diretor-presidente da concessionária Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa; do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio; dos diretores da ANTT, Severino Medeiros Ramos Neto e Alex Antônio de Azevedo Cruz; da diretora de Infraestrutura do BNDES, Luciana Costa; dos prefeitos Roberto Dorner (Sinop), Miguel Vaz (Lucas do Rio Verde), Alei Fernandes (Sorriso), Leandro Félix (Nova Mutum), Marcos Tadeu (Cláudia) e Igor Giacomelli (Vera); dos deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Diego Guimarães; do presidente da Fiemt, Silvio Rangel; o secretário de Estado Rogério Gallo (Fazenda); o presidente da MT Par, Wener Santos; o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues; o diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan; e representantes da sociedade civil organizada e lideranças regionais.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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