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Programa Travessias da Seduc fortalece a transição do 9º ano ao Ensino Médio

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu o primeiro encontro presencial da formação “Travessias: escolhas para o Ensino Médio e para a vida”, reunindo a equipe técnica da pasta para capacitação e fortalecimento das estratégias de apoio à transição dos alunos do 9º ano para o Ensino Médio.

A jornada é destinada aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e tem como objetivo apoiar a transição para o Ensino Médio de forma mais consciente, orientada e conectada aos projetos de vida dos jovens.

A proposta parte do entendimento de que o encerramento do Ensino Fundamental representa um momento decisivo da trajetória escolar, marcado por dúvidas, expectativas e escolhas importantes. Nesse contexto, o Travessias busca transformar essa passagem em uma travessia formativa intencional, na qual a escola atua como mediadora da ampliação de horizontes e do fortalecimento do vínculo dos estudantes com a continuidade dos estudos.

Do ponto de vista pedagógico, a jornada se materializa como uma unidade curricular, desenvolvida em sala de aula, que reúne situações de aprendizagem e um jogo narrativo. A proposta articula o Projeto de Vida, o mundo do trabalho e a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), contribuindo para que os estudantes compreendam o Ensino Médio como parte integrada de suas trajetórias escolares e pessoais.

Para garantir a implementação qualificada da jornada nas escolas da rede estadual, a Seduc promove percurso formativo voltado à equipe técnica que atua no apoio às unidades que ofertam o 9º ano do Ensino Fundamental. O objetivo é aprofundar a compreensão sobre os fundamentos pedagógicos do Travessias, seu material didático e as estratégias de mobilização, acompanhamento e apoio às regionais e às escolas.

O encontro presencial, do último dia 13.2, marcou o início oficial da formação e contou com a participação de equipes técnicas das áreas de Ensino Médio, Tempo Integral, Educação Integrada e Inovação e Ensino Fundamental. A atividade contou com a parceria com a Fundação Itaú e do Instituto iungo, responsáveis pela condução formativa e pelo desenvolvimento pedagógico da jornada.

Formação

A formação na modalidade híbrida, com encontros presenciais voltados ao alinhamento conceitual e estratégico e diálogos formativos on-line síncronos, acontecem na plataforma da Fundação Itaú. Além da equipe técnica da Seduc, o Travessias prevê ações formativas destinadas a professores do 9º ano, coordenadores pedagógicos e equipes das coordenadorias regionais, garantindo uma implementação articulada em toda a rede.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com trajetórias escolares mais significativas. “O Travessias reconhece que a transição para o Ensino Médio é um momento sensível e decisivo. Ao investir na formação das nossas equipes e dos professores, estamos fortalecendo a escola para apoiar os estudantes em escolhas mais conscientes, conectadas aos seus projetos de vida e às oportunidades de formação que o Ensino Médio oferece”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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