Mato Grosso
Primeira-dama Virginia Mendes repudia agressão registrada em vídeo em escola de Alto Araguaia
Mato Grosso
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, manifestou profunda indignação diante do vídeo que mostra uma estudante sendo violentamente agredida por quatro colegas dentro da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia, a 415 km de Cuiabá.
O episódio foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (4), chocando a população pela brutalidade e frieza com que a vítima foi encurralada, ajoelhada no chão e espancada com socos, chutes e até com o cabo de uma vassoura.
Virginia Mendes disse estar profundamente abalada com as imagens e ressaltou que cenas como essa escancaram uma preocupante ausência de valores fundamentais entre os jovens.
“Estou indignada com a frieza dessa agressão. É assustador ver adolescentes tratando outra com tamanha violência e crueldade. Não vejo amor ao próximo, não vejo empatia, e o que mais me entristece é perceber que falta Deus no coração dessas meninas”, declarou.
Diante do episódio, a primeira-dama informou que entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para acompanhar de perto a apuração do caso e garantir o suporte à vítima.
“A equipe gestora e psicossocial da escola e da Diretoria Regional está prestando todo o acolhimento necessário à aluna e sua família. A Secretaria também já comunicou o caso à polícia e está aplicando as medidas disciplinares cabíveis. Toda minha solidariedade à vítima e o meu compromisso com um ambiente escolar seguro, respeitoso e livre de qualquer tipo de violência”, reforçou Virginia Mendes.
Ainda segundo a Seduc, a pasta destacou que pretende aplicar “punições exemplares dentro do que permite a legislação”, mas não especificou quais medidas foram tomadas contra as alunas envolvidas.
A Polícia Civil informou que já identificou e ouviu as estudantes envolvidas na agressão. O caso segue sob investigação.
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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