Mato Grosso
Polícias Civis de MT e GO prendem foragido da Justiça acusado de dois homicídios em Cocalinho
Mato Grosso
Uma ação conjunta entre as Polícias Civis de Mato Grosso e Goiás resultou na prisão de um homem foragido da Justiça pela prática de dois homicídios qualificados. A prisão ocorreu nessa quarta-feira (26.11), em Cocalinho.
O cumprimento dos mandados de prisão preventiva foi resultado de um minucioso trabalho de inteligência e cooperação interestadual entre os policiais civis da Delegacia de Cocalinho e do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Águas Lindas de Goiás (GO).
Histórico Criminal
O primeiro homicídio praticado pelo investigado ocorreu no Distrito Federal, em 30 de janeiro de 2022, vitimando Antônio Francisco Gomes, morto com golpes de faca. Após o ato, o autor fugiu para o estado de Goiás, onde praticou o segundo homicídio.
O crime foi praticado em 22 de abril de 2023, tendo como vítima Jerry Adriano Batista de Barros. Segundo apurado pela Polícia Civil de Goiás, à época, o assassinato foi motivado por um desentendimento banal em um estabelecimento comercial. O investigado, horas após a discussão, o autor invadiu a residência onde a vítima descansava e, na presença de uma menor de idade, desferiu um golpe fatal de faca na região do pescoço da vítima.
Desafiando a Justiça
Um detalhe que chamou a atenção das equipes policiais foi a conduta desafiadora do investigado. Ao fugir de Goiás após o segundo assassinato, o homem afirmava publicamente que “nunca seria preso” e que “nenhuma polícia o pegaria”.
A prisão realizada em Cocalinho demonstrou o compromisso social da segurança pública, independentemente da extensão territorial brasileira.
Integração Policial
A operação foi deflagrada após a equipe do GIH de Águas Lindas de Goiás contatar a Delegacia de Cocalinho, informando o possível paradeiro do foragido. De imediato, os policiais civis da unidade realizaram diligências de campo, localizando o paradeiro exato do alvo e efetuando a captura.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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