Mato Grosso
Polícias Civil e Militar realizam operações integradas em Santa Cruz do Xingu e Santo Antônio do Fontoura
Mato Grosso
As Polícias Civil e Militar realizaram, nesse sábado (21.2), operações integradas nos municípios de Santa Cruz do Xingu e no distrito de Santo Antônio do Fontoura, com o objetivo de intensificar ações de prevenção e repressão à criminalidade nas respectivas localidades.
A ação integra o programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso, voltado ao enfrentamento contínuo da criminalidade.
A atuação conjunta das forças policiais mira, sobretudo, o combate ao tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores e demais delitos que impactam diretamente a ordem pública.
Ao todo, participaram da operação 21 policiais, entre civis e militares, que atuaram de forma coordenada em pontos estratégicos previamente definidos com base em levantamentos de inteligência.
As abordagens se concentraram na fiscalização de pessoas, veículos e estabelecimentos, visando coibir práticas criminosas e ampliar a presença do Estado nas comunidades.
Em Santa Cruz do Xingu, durante as diligências, foram apreendidos maços de cigarros contrabandeados, cuja comercialização irregular configura crime e fomenta outras atividades ilícitas.
Já no distrito de Santo Antônio do Fontoura as equipes prenderam, em flagrante, um casal pelo crime de tráfico de drogas, após a constatação da posse de entorpecentes destinados à comercialização.
“As forças de segurança do Estado não param! Estamos diuturnamente envidando esforços no combate à criminalidade, sobretudo à organizada”, ressalta o delegado Onias Estevam.
As operações integradas fortalecem a presença do Estado nas comunidades, ampliam a sensação de segurança da população e demonstram a atuação coordenada das instituições no enfrentamento às facções criminosas.
Novas ações conjuntas deverão ocorrer de forma periódica, reforçando o compromisso das forças policiais com a manutenção da segurança e da tranquilidade social na região norte do Estado.
A operação contou com a participação da Polícia Militar por determinação do tenente-coronel PM Roosevelth Fabiano Oliveira Escolástico, comandante do 10º Comando Regional da Polícia Militar, sediado em Vila Rica.
Já a Polícia Civil atuou por determinação do delegado Regional Allan Vitor Sousa da Mata, responsável pela coordenação das unidades da região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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