Mato Grosso

Polícia Militar prende dois faccionados que mataram homem e balearam mulher em Cáceres

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Mato Grosso

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu dois homens faccionados, de 23 e 29 anos, por homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo, na madrugada desta quinta-feira (11.12), em Cáceres. Os suspeitos foram presos com um revólver e munições após matarem um homem, que não foi identificado, e balearem uma mulher, de 32 anos, que foi socorrida com vida.

Durante policiamento ostensivo, a equipe policial recebeu informações de que duas pessoas haviam sido baleadas em frente a um bar, no bairro Vila Nova. Os policiais se deslocaram até o endereço e localizaram um homem e uma mulher feridos com tiros. O homem já se encontrava sem sinais de vida, enquanto a mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional.

De acordo com populares, um homem, em uma motocicleta, chegou ao local efetuando cinco disparos contra as vítimas. O suspeito fugiu em seguida. Após o atendimento inicial, a equipe iniciou diligências em busca do atirador e recebeu informações de que dois homens em uma moto, com as características informadas, estavam em direção ao bairro Cavalhada.

Os policiais localizaram os suspeitos, que fugiram pela contramão da avenida ao ver a viatura, e iniciaram uma perseguição. Durante o cerco policial, um dos homens sacou uma arma e apontou em direção à PM, que revidou a injusta agressão e atingiu os suspeitos. Em seguida, a dupla perdeu o controle da motocicleta em uma curva e colidiu contra um muro.

Após o acidente, os policiais realizaram a abordagem e localizaram um revólver calibre .38 com cinco munições no tambor. Em relato à PM, os suspeitos confessaram que estavam indo cometer outro homicídio contra integrantes rivais de uma facção criminosa.

Diante dos fatos, os criminosos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados para o Hospital Regional, onde permanecem sob custódia policial. O material apreendido foi levado à delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939

*Sob supervisão de Hallef Oliveira

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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