Mato Grosso
Polícia Civil prende suspeito de roubar comércio religioso em Cuiabá menos de 6 horas após o crime
Mato Grosso
A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (07.11), um homem, de 24 anos, suspeito de praticar um roubo à mão armada contra funcionários e clientes de um estabelecimento comercial de artigos religiosos localizado na região central da Capital.
A ação rápida das equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) Cuiabá, e a utilização da tecnologia das câmeras do programa Vigia Mais e do sistema de reconhecimento facial da Polícia Civil, resultou na prisão do suspeito e na recuperação de diversos objetos roubados menos de 6 horas após o crime.
O crime ocorreu por volta das 11h30. O suspeito entrou no estabelecimento, pediu para ver um artigo religioso, escolheu um e foi até o caixa, onde levantou a blusa para mostrar que estava armado com uma pistola e anunciou o assalto. Ele subtraiu R$ 200 do caixa em espécie, um cordão de ouro de uma cliente que estava na loja e cordão de artigo religioso.
Assim que acionada, a equipe da Derf Cuiabá, sob coordenação do delegado titular Sylvio do Vale Ferreira Júnior, iniciou a investigação do caso. Como na região há o videomonitoramento por meio das câmeras do Vigia Mais, foi possível acompanhar o trajeto de fuga do suspeito e, com apoio do sistema de reconhecimento facial da Polícia Civil, sua identificação foi confirmada.
O suspeito foi localizado em uma construção abandonada no bairro Jardim das Américas. Durante a prisão, ele tentou resistir, mas foi contido e conduzido à delegacia, onde o material roubado e os objetos utilizados no crime foram apreendidos.
“A integração entre o Vigia Mais MT e o sistema de reconhecimento facial da Polícia Civil demonstra a importância da tecnologia aliada à investigação. A resposta rápida é resultado de planejamento, inteligência e presença efetiva do Estado no combate aos crimes patrimoniais”, destacou o delegado Sylvio do Vale Ferreira Júnior.
Todos os bens recuperados serão restituídos às vítimas. O suspeito responderá pelo crime de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo.
“Reforça que a Polícia Civil seguirá atuando de forma contínua para desarticular autores de crimes contra o patrimônio e garantir mais segurança à população”, finalizou o delegado titular da Derf Cuiabá.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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