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Polícia Civil prende investigado por enganar mulheres em MT para se prostituírem no Pará

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A Polícia Civil cumpriu, nessa segunda-feira (3.11), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 27 anos, investigado por cooptar mulheres em Mato Grosso para serem obrigadas a se prostituírem no Pará.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), no bairro Morada da Serra, em Cuiabá. O suspeito resistiu à prisão e tentou fugir, chegando a entrar em luta corporal com os policiais, mas acabou contido e encaminhado para a DEDM.

Ele estava foragido desde junho deste ano, quando teve a prisão decretada pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo).

Esquema de prostituição

Em junho deste ano, a Polícia Civil prendeu, em Redenção (PA), o proprietário de um prostíbulo de 56 anos, suspeito de chefiar um esquema de aliciamento de mulheres de Mato Grosso. As vítimas eram atraídas com a promessa de emprego como cozinheiras em garimpos no Pará, com salário de R$ 5 mil, mas, ao chegarem ao destino, eram obrigadas a se prostituir em um prostíbulo em Cumaru do Norte (PA).

O caso foi descoberto após vítimas procurarem a Delegacia da Mulher de Cuiabá denunciando o caso. As mulheres relataram ainda que, durante o período que estiveram no local, sofreram agressões físicas e psicológicas, sendo somente liberadas para deixar o prostíbulo após o pagamento de custos exorbitantes.

O investigado preso nessa segunda-feira (3) é apontado como o responsável por convencer as mulheres de Mato Grosso a irem para o Pará, levar as vítimas para o prostíbulo e ficar no local auxiliando nos crimes contra as vítimas.

Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal do Júri condena empresário por duplo homicídio doloso

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O empresário Richard Gaertner foi condenado pelo Tribunal do Júri de Primavera do Leste (234 km de Cuiabá), nesta quinta-feira (08), a 19 anos, sete meses e 20 dias de reclusão pelo atropelamento que resultou na morte de Ayle da Silva Strub Veiga e Leandro José Brem, em 2011.O julgamento contou com atuação da promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonca Siscar, que sustentou a acusação pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O Conselho de Sentença acolheu a tese ministerial e reconheceu a prática de duplo homicídio qualificado por perigo comum e pelo recurso que dificultou a defesa das vítimas. Conforme demonstrado durante o julgamento, o crime ocorreu na saída do estabelecimento “Sexy a Mil”, localizado às margens da BR-070, em Primavera do Leste.De acordo com as provas reunidas ao longo da instrução processual, Richard Gaertner chegou ao local já consumindo bebida alcoólica e continuou ingerindo bebidas durante sua permanência no estabelecimento.Ao deixar o local, conduzia uma caminhonete pela mesma faixa de trânsito em que trafegava a motocicleta ocupada por Ayle da Silva Strub Veiga e Leandro José Brem. O veículo atingiu a traseira da motocicleta, provocando a morte das duas vítimas.Após o atropelamento, o empresário fugiu sem prestar socorro às vítimas e, segundo os autos, tentou ocultar a caminhonete utilizada no crime. A imputação relacionada à fuga do local, contudo, teve a punibilidade extinta em razão da prescrição reconhecida pela Justiça.O caso teve início em 2015, com o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, recebida pelo Poder Judiciário em 2016. Nos anos seguintes, foi necessária a expedição de cartas precatórias para a localização e intimação de testemunhas e do acusado. A primeira audiência de instrução ocorreu apenas em 2023, após a constituição de defesa técnica pelo réu.Ao fixar a pena em 19 anos, sete meses e 20 dias de reclusão, o juízo determinou a execução imediata da condenação, com fundamento no entendimento do Supremo Tribunal Federal acerca da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri.A decisão considerou que o Conselho de Sentença optou por uma das teses apresentadas em plenário pelas partes, mantendo a condenação pelo duplo homicídio qualificado.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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