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Polícia Civil prende homem que ameaçou esquartejar a ex-companheira e enterrar pedaços em garimpo

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta terça-feira (25.11), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 25 anos, investigado por agressões e graves ameaças contra sua ex-companheira, de 23 anos.

A mulher procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande afirmando que sofreu agressões físicas dentro da residência e vinha sendo alvo de intimidações recorrentes.

Em seu depoimento, ela afirmou que o suspeito chegou a dizer que “vai esquartejar a vítima e enterrar os pedaços no garimpo que é dono em Poconé”. Antes de deixar o local, ele ainda declarou: “Meu sonho é ser preso e, quando isso acontecer, você vai ver o que vai te acontecer”.

A vítima também apresentou áudios enviados pelo suspeito, nos quais ele utiliza tom agressivo e intimidador, reforçando o clima de medo e risco ao qual a vítima estava submetida.

Diante disso, a delegada Paula Gomes Araújo, titular da DEDMCI-VG, representou pelo mandado de prisão do suspeito, que foi deferida pela Justiça.

“O enfrentamento à violência doméstica exige atuação técnica, firme e contínua. Agradeço à equipe da Delegacia da Mulher de Várzea Grande, que atuou com empenho e profissionalismo para viabilizar o cumprimento da prisão e garantir a segurança da vítima”, afirmou a delegada.

Após detido, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia em Cuiabá, onde seguirá pelos trâmites judiciais pertinentes.

Fonte: Governo MT – MT

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Réu é condenado por feminicídio contra mulher transexual

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A Justiça condenou, nesta quarta-feira (15), Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá).
Durante o julgamento os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por razões da condição feminina da vítima, Mayla Rafaela Martins, mulher transexual, caracterizado pelo menosprezo e pela discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora do feminicídio.
O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por sentimento de posse do réu diante da recusa da vítima em manter um relacionamento.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário do júri, destacou que a decisão representa um avanço no enfrentamento da violência de gênero e na aplicação do princípio da igualdade material.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso, que teve como vítima uma mulher transexual, representa um passo importante no fortalecimento da igualdade material e no enfrentamento de todas as formas de violência de gênero. A decisão do júri reafirma que crimes motivados por discriminação e menosprezo à condição feminina não serão tolerados”, afirmou.
O crime ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi morta com golpes de arma branca. Na tentativa de ocultar o crime, o réu limpou o local, descartou pertences pessoais da vítima e transportou o corpo até uma área rural, onde o cadáver foi deixado em uma lavoura no município de Sorriso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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