Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados e prende integrantes de grupo criminoso envolvido em roubos na região sul de MT
Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na quinta-feira (19.2) a Operação Buriti, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um grupo criminoso investigado por diversos roubos na região do Distrito do Buriti, localizada a cerca de 90 quilômetros do município de Alto Araguaia.
A operação resultou na prisão de três integrantes do grupo criminoso, além da apreensão de armas de fogo, munições, aparelhos celulares e uma motocicleta utilizada nos crimes.
As ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo telemático, foram expedidas pela 1ª Vara da Comarca de Alto Araguaia, após parecer favorável do Ministério Público, com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O Distrito do Buriti está localizado em região estratégica no extremo sul do Estado, próximo ao município de Alto Taquari e também da divisa com o Estado de Mato Grosso do Sul, área que vinha registrando aumento de ocorrências patrimoniais e movimentação de suspeitos vinculados a outros crimes.
Os mandados foram cumpridos pelas equipes da Delegacia de Alto Araguaia e da Delegacia de Alto Taquari.
Investigações e atuação do grupo criminoso
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Alto Araguaia, tiveram início a partir de diversos registros de roubos e furtos, além da presença de suspeitos provenientes do estado vizinho, com indícios de envolvimento também com tráfico de drogas.
Após apuração, a Polícia Civil identificou um grupo composto por cinco suspeitos, todos com extenso histórico criminal, atuando na região. Conforme levantado, um dos suspeitos reside no distrito e daria suporte logístico, utilizando a própria residência como ponto de apoio para a atuação do grupo.
As investigações apontaram ainda registros de roubos e furtos na cidade de Alto Taquari, atribuídos aos mesmos suspeitos, com relatos de atuação violenta e uso de armas de fogo.
Diante dos elementos reunidos, o delegado Alto Araguaia, Marcos Paulo Batista de Oliveira, representou pelos mandados de busca e apreensão e da medida de quebra do sigilo telemático contra os investigados, que foram deferidos pela Justiça.
Cumprimento do mandado e prisões em flagrante
Durante o deslocamento das equipes de policiais civis de Alto Araguaia em direção ao Distrito do Buriti, já nas proximidades da comunidade, os investigadores se depararam com uma equipe da Delegacia de Alto Taquari, que realizava diligências para apurar uma sequência de roubos recentes naquele município, tendo como principais suspeitos os mesmos alvos do mandado judicial. As equipes se uniram e, de forma conjunta, realizaram o cumprimento da ordem judicial.
Na residência alvo da medida, foram localizados três suspeitos, com características compatíveis com as descritas em ocorrências registradas na região. Durante as buscas, foram encontradas duas armas de fogo e munições.
Um dos conduzidos confessou ter praticado roubo na noite anterior na cidade de Alto Taquari. Os suspeitos também indicaram a localização de três aparelhos celulares roubados, que foram recuperados e serão devolvidos às vítimas.
Ao todo, foram apreendidas duas armas de fogo (calibres 38 e 22), munições diversas, quatro aparelhos celulares, além de uma motocicleta utilizada na prática dos crimes.
Os conduzidos foram presos em flagrante e responderão pelos crimes de posse de arma de fogo e munição de uso permitido e de uso restrito, associação criminosa e roubo, cujas penas somadas ultrapassam 15 anos.
Crime praticados
Um dos crimes vinculados ao grupo investigado ocorreu no último dia 11 de fevereiro, quando cinco suspeitos, cada um portando arma de fogo, invadiram uma propriedade rural na região do Distrito do Buriti, renderam um casal e, com extrema violência, subtraíram diversos objetos.
No dia 13, dois suspeitos foram presos em Alto Taquari, mas acabaram colocados em liberdade provisória por decisão judicial. Um deles foi preso novamente nesta quinta-feira (19), sendo o mesmo que confessou o roubo praticado na noite de quarta-feira (18).
“A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os demais envolvidos, reunir novos elementos probatórios e concluir os procedimentos, visando a responsabilização penal máxima de todos os integrantes do grupo criminoso”, frisou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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