Mato Grosso
Parceria entre Seduc e Sicredi reforça programa de Educação Financeira da Rede Estadual de Ensino
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e o Sicredi firmaram uma parceria inédita para ampliar a educação financeira nas escolas da rede estadual de ensino. A partir do início do ano letivo de 2026, o Programa Finanças na Mochila, da Fundação Sicredi, será implementado em unidades da rede pública oferecendo formação para professores, materiais pedagógicos e conteúdos lúdicos, além de materiais da Turma da Mônica desenvolvidos em colaboração com a Mauricio de Sousa Produções.
Para apoiar os educadores, o Sicredi ofertará formação estruturada, com conteúdo teórico e prático, além de materiais físicos e digitais que serão distribuídos por toda a rede estadual. Inicialmente, o programa será voltado aos professores de Matemática do 6º ao 9º ano e Profissionais de Apoio Pedagógico Especializado (PAPE), com possibilidade de nos próximos anos.
O programa tem como base a metodologia própria desenvolvida pela Fundação Sicredi, que utiliza práticas ativas, estímulo à reflexão sobre situações reais do cotidiano e participação dos estudantes em experiências práticas.
Além disso, o planejamento pedagógico do Finanças na Mochila é alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao programa federal Aprender Valor e às diretrizes da Secretaria de Educação. A proposta busca desenvolver hábitos financeiros saudáveis de maneira simples e efetiva, através do protagonismo dos professores e professoras nas aulas.
Segundo a Seduc, o objetivo é transformar informação em conhecimento aplicado, incentivando diálogos sobre consumo consciente, planejamento, orçamento e tomada de decisão, sempre conectados às vivências familiares e comunitárias dos estudantes.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a parceria fortalece e potencializa o alcance das políticas públicas educacionais da pasta. “Toda vez que somamos esforços com instituições comprometidas com a educação, ampliamos a capacidade de oferecer oportunidades reais aos nossos estudantes”, destaca.
Alan Porto reforça que iniciativas como essa agregam inovação e qualidade ao processo de ensino. “Quando o setor público e parceiros trabalham juntos, conseguimos acelerar entregas, diversificar metodologias e criar experiências de aprendizagem que dialogam com o mundo atual”.
Na avaliação do secretário, a educação financeira é uma competência essencial, e essa parceria chega para somar ao trabalho que a Seduc já realiza na rede estadual. Ele reforça que a estratégia tem como foco fortalecer a formação de crianças e adolescentes capazes de analisar riscos e oportunidades, compreender a importância do planejamento e atuar como multiplicadores de boas práticas financeiras em suas famílias e comunidades.
“Os impactos esperados vão além da sala de aula, contribuindo para a redução de vulnerabilidades relacionadas ao endividamento e ampliando perspectivas de desenvolvimento sustentável”, conclui Alan Porto.
A parceria não envolve custo financeiro para a Seduc. Toda a produção e disponibilização dos materiais será integralmente custeada pelas cooperativas Sicredi de Mato Grosso. Para o diretor executivo da Central Sicredi Centro Norte, Seneri Paludo, essa é mais uma parceria que materializa o compromisso do Sicredi com o desenvolvimento das pessoas e das comunidades, gerando impacto positivo.
“Estamos muito felizes por compartilhar o Finanças na Mochila com os professores da rede estadual de ensino mato-grossense, pois é uma metodologia efetiva e que simplifica a abordagem desse tema tão importante em sala de aula, facilitando a atuação dos professores e todo o processo de ensino-aprendizagem”, afirma o diretor.
A rede estadual já trabalha educação financeira desde 2020, com conteúdo complementar associado à disciplina de matemática. O trabalho começou com a capacitação de professores, seguindo o que determina a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e já foram investidos mais de R$ 12 milhões de reais em formações e recursos pedagógicos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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