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Lacen realiza webinar sobre vigilância genômica nesta sexta-feira (12)

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O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), promove nesta sexta-feira (12.12), a partir das 9h, um webinar sobre vigilância genômica, processo contínuo de monitoramento dos microrganismos que podem causar doenças e análise de suas características genéticas. O evento será transmitido pelo Zoom.

Este é o oitavo e último episódio do Conexão LAB, série mensal do Lacen que aborda temas estratégicos para a Vigilância Laboratorial e que começou em abril deste ano.

Segundo a diretora do Lacen, Elaine de Oliveira, o webinar visa fortalecer a vigilância genômica no Estado e contribuir para ações de prevenção e controle, consolidando esse processo contínuo como ferramenta essencial para decisões baseadas em evidência.

“Tem o objetivo de destacar a importância da vigilância genômica para os municípios, enfatizando como o envio adequado das amostras e a organização dos fluxos laboratoriais fortalecem a capacidade do Estado em identificar variantes, compreender a dinâmica de circulação dos agentes infecciosos e aprimorar a resposta em saúde”, destacou.

O consultor técnico de sequenciamento genético na Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública, do Ministério da Saúde, Geovani Ribeiro, e a analista da Unidade de Laboratório de sequenciamento genético do Lacen, Julia Almeida, farão palestras com os temas, respectivamente, “Avanços e Desafios do Sequenciamento e Vigilância Genômica no Brasil” e “Vigilância Genômica em Mato Grosso: O que Temos e Perspectivas Futuras”. A diretora Elaine será a moderadora do evento.

Série Conexão LAB

O Conexão LAB é uma série composta por oito episódios realizados uma vez ao mês para tratar de temas de relevância para a Vigilância Laboratorial, destacando a importância da integração entre laboratório e serviços de saúde.

Os episódios também abordam o papel dos profissionais na compreensão dos processos para gerar resposta rápida e eficaz, para promover a melhoria contínua dos serviços de saúde e contribuir para a prevenção no âmbito da Saúde Pública.

A série tratou sobre Vigilância Laboratorial para arbovírus, como dengue, zika e chikungunya; vírus respiratórios; sarampo e rubéola; tuberculose; produtos monitorados pela vigilância sanitária; bactérias multirresistentes; e exames citopatológicos.

O Lacen presta serviços desde 1975, sendo referência em análises de Vigilância em Saúde em Mato Grosso. O laboratório atende aos municípios do Estado via Sistema Único de Saúde (SUS) com oferta de exames de sorologia, biologia molecular, micro bacteriologia, microbiologia clínica, entre outros.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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