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Lacen é o primeiro laboratório público do Centro-Oeste a receber certificação do Inmetro

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O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), obteve, nesta sexta-feira (25.7), o Certificado de Acreditação da Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que reconheceu a sua excelência em qualidade e competência técnica.

“É o primeiro laboratório público do Centro-Oeste e o quinto em todo o país a conseguir o certificado na norma ISO 15.189/2024, o que mostra que o Lacen-MT segue as regras de segurança e qualidade nacionais e internacionais, aumentando a credibilidade e confiança de quem usa o serviço. Esse prêmio é o resultado do comprometimento da equipe para melhorar os processos: estão todos de parabéns”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O secretário adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Juliano Melo, informou que o Lacen-MT adotou várias ações para cumprir os parâmetros necessários incluindo a implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade, calibração e manutenção de equipamentos, controle de documentos e registros, gestão de riscos e oportunidades, participação em programas de proficiência, entre outras.

“A unidade obteve o certificado da Coordenação Geral de Acreditação, do Inmetro, porque tem investido em capacitação técnica, modernização dos processos, reorganização estrutural e mudança de cultura institucional, sempre com foco na excelência e no rigor científico”, explicou Melo.

De acordo com a diretora do Lacen-MT, Elaine de Oliveira, esse é um reconhecimento formal da competência de um laboratório de ensaio para realizar testes e análises específicas na área médica.

“O certificado representa o compromisso do Lacen-MT com a Saúde Pública. Hoje, não é só um laboratório que foi acreditado. É a ciência pública, é o SUS [Sistema Único de Saúde], é Mato Grosso sendo reconhecido pela sua capacidade. Estamos muito emocionados e orgulhosos. Lutamos contra todas as limitações possíveis e vencemos”, comemorou Elaine.

Conforme a diretora, a acreditação não apenas eleva o Lacen-MT ao mais alto patamar de qualidade laboratorial, mas também projeta o nome de Mato Grosso no cenário nacional como referência em Saúde Pública de excelência.

“Não é sobre prêmios. É sobre vidas. Quando um exame sai daqui com precisão e rapidez, é um paciente atendido com dignidade, é uma decisão de saúde tomada com qualidade e segurança. Essa acreditação significa que estamos fazendo o nosso papel na linha de cuidado do paciente com mais qualidade”, finalizou.

Saiba mais sobre a norma

A ISO 15189/2024 é a mais alta norma internacional voltada especificamente aos laboratórios clínicos, assegurando padrões de precisão, rastreabilidade e confiabilidade em análises que impactam diretamente a saúde da população. A norma é reconhecida globalmente por validar o nível de excelência de instituições laboratoriais.

A norma também estabelece atribuições da alta direção, condições do ambiente, equipamentos, processos de pré-exame, exame e pós-exame, gestão de riscos e melhoria contínua. “Os laboratórios devem garantir a qualidade e segurança dos processos, desde a coleta de amostras até a liberação de resultados, e implementar estratégias para mitigar riscos e melhorar continuamente”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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