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Investimentos em estruturas esportivas de MT despertam interesse para campeonatos nacionais e internacionais

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O Governo de Mato Grosso foi procurado por pelo menos seis confederações esportivas com o objetivo de trazer etapas de campeonatos brasileiros e até mesmo internacionais de suas modalidades para o Estado já no próximo ano. As tratativas começaram durante a maior feira dos esportes olímpicos da América Latina, a COBExpo25, realizada em São Paulo, entre 24 e 28 de setembro.

Entre as modalidades interessadas, estão futsal, skate, triátlon, golfe, atletismo, xadrez e kickboxing. Os espaços cogitados para receber os eventos incluem o Parque Novo Mato Grosso, o recém-inaugurado Palácio das Artes Marciais e o Complexo Arena Pantanal.

“Recebemos vários dirigentes interessados em parcerias. Eles chegaram aqui já com informações sobre nossa estrutura e relataram que existe uma escassez de locais adequados aos padrões nacionais e internacionais de prova. Todos ficaram maravilhados com o que está sendo feito em Mato Grosso”, afirma Paulo Moura, gestor governamental da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Um dos grandes destaques na lista de instalações esportivas é o Parque Novo Mato Grosso, em construção pelo governo, por meio da MT Participações e Projetos (MT Par). O espaço reunirá diversas práticas esportivas, com pistas e ambientes adequados para automobilismo, bicicross, motocross, skate, vôlei, futebol de areia, wakeboard, entre outros.

João Vicente Scarpin, presidente da Confederação Skate Brasil. Foto: Lennon Magno/Secel.

O presidente da Confederação Skate Brasil, João Vicente Scarpin, destacou que visualizou no projeto a possibilidade de realizar um mega campeonato utilizando as estruturas já previstas. A entidade reúne todos os esportes sobre rodas, exceto o skate.

No Skate Parque — espaço com sete pistas que vão do nível iniciante ao profissional —, Scarpin pretende usar duas delas. Na área do park, poderão ser realizadas provas de patins freestyle e scooter. Já na pista street, há a possibilidade de promover o skatecross (corrida entre obstáculos) e novamente provas de patins de manobras. Outras categorias, como maratona e meia-maratona de patins, poderão ocorrer no autódromo do parque.

“É uma estrutura nunca vista. Pensamos em organizar um evento com duas semanas consecutivas de provas para contemplar todas as categorias. Sempre fazemos separados porque não existe um espaço apto. Ao final do campeonato, a confederação quer deixar um legado em Mato Grosso com formação de base, arbitragem e capacitação de profissionais”, explica Scarpin.

João Rauber é coordenador da modaliade BMX na Confederação Brasileira de Ciclismo. Foto: Caroline Rodrigues/ MT Par

Quem também acompanha as obras do parque é João Rauber, coordenador do departamento de BMX da Confederação Brasileira de Ciclismo. Ele relata que, das pistas utilizadas nas Olimpíadas, apenas a do Rio de Janeiro ainda existe, mesmo assim sem os investimentos necessários.

“Eu sempre levo imagens da pista do Parque Novo Mato Grosso em reuniões, e está acontecendo algo maravilhoso. Quem tinha estrutura obsoleta ou sem condições de uso está correndo atrás para não perder espaço. Não há nada parecido com o que está sendo construído lá. Estamos trabalhando para colocar uma etapa do Brasileiro nesse local”, afirmou.

Apresentação de patins olímpico durante a COE Expo25. Foto: Caroline Rodrigues/MT Par

A COBExpo25 é a maior feira de esportes olímpicos do Brasil e reúne dirigentes, atletas, fornecedores, palestrantes e representantes de governos para discutir avanços no setor. O estande do Governo de Mato Grosso é organizado pela Secel e conta com a participação da MT Par.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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