Mato Grosso
Harpia é solta no Pará após passar por tratamento e reabilitação em Mato Grosso
Mato Grosso
Uma harpia que foi resgatada no Pará e passou por tratamento em Mato Grosso voltou nesta quarta-feira (30.7) para o Estado de origem após passar por reabilitação e treinar habilidade de caça. A ave foi avaliada e tratada no município de Sorriso, em uma clínica conveniada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O órgão ambiental também auxiliou na reabilitação do animal.
Ela foi resgatada na BR-163, no sul do Pará, pela Via Brasil e levada para o recinto médico veterinário em Sorriso, uma vez que a empresa tem autorização para operar nos dois Estados e a clínica também é conveniada à concessionária. O trajeto até Sorriso foi de aproximadamente mil quilômetros.
A ave apresentava alteração nas garras e o tratamento foi feito com medicamentos e acupuntura para auxiliar na recuperação do movimento. Após a boa resposta ao tratamento, foi levada a um recinto de treinamento no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, onde desenvolveu a musculatura e habilidades suficientes para ser reintegrada à natureza novamente.
A harpia chegou a Sorriso no dia 29 de maio muito debilitada. “Ela não tinha nenhum tipo de movimentação e sensibilidade nos pés e nós realizamos a primeira intervenção emergencial devido ao estado crítico. Diante da estabilização do paciente, começamos as investigações e exames hematológicos, bioquímicos e de imagem, onde foi descartado patologias. Assim, iniciamos um tratamento paliativo a fim de recuperar a movimentação. O tratamento foi bastante efetivo e em 15 dias já tinha recuperado a sensibilidade e movimentação dos membros inferiores” explicou a médica veterinária Lilian Medeiros, responsável pelo tratamento.
Após a alta médica, Lilian solicitou o apoio da Sema para a reabilitação da ave, que foi destinada para o Santuário de Elefantes no dia 19 de junho, permanecendo até esta semana. Após o treinamento de voo e a certeza de que a ave poderia ser devolvida ao habitat natural, ela foi solta no Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, por decisão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), visto que o local abrange o Projeto Harpia.
A ação também contou com o apoio da Ampara Silvestre para a recaptura técnica da ave, no recinto em que ela estava treinando voo, no Santuário dos Elefantes. Por ser um recinto bem alto, mais ou menos 8 metros de altura, a recaptura exigiu procedimentos específicos feitos por equipe técnica especializada.
A harpia é um animal ameaçado de extinção, na categoria vulnerável. Muito imponente, ela é a maior águia das américas, podendo chegar a 2 metros de envergadura das asas, de acordo com a analista de Meio Ambiente da Sema e médica veterinária Danny Moraes.
“A Sema auxiliou na reabilitação deste animal através de uma área de soltura cadastrada, o Santuário de Elefantes Brasil. Também realizou o transporte seguro e aclimatado dentro do Estado de MT através da van climatizada utilizada exclusivamente para o transporte de animais silvestres. É uma parceria muito importante, no qual diversos órgãos se articularam para que o animal ficasse assistido e que fosse solto adequadamente, contribuindo para a conservação desta espécie, que é muito imponente e topo de cadeia”.
Veja o vídeo da soltura:
https://www.youtube.com/shorts/PcijrFA44dw
https://www.youtube.com/shorts/6O3N4xCMBUA
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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