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Governo investe mais de R$ 77 milhões para asfaltar rodovias até distritos e comunidades da capital

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O Governo de Mato Grosso realiza uma série de investimentos nas rodovias estaduais localizadas dentro de Cuiabá. São obras que levam o asfalto para alguns dos distritos e comunidades mais tradicionais da capital, estimulando o desenvolvimento regional e trazendo melhorias na qualidade de vida.

As obras na MT-400, MT-401, MT-402 e MT-030 representam 60 quilômetros de asfalto novo em Cuiabá. É um investimento de R$ 77 milhões para levar o asfalto para os distritos do Coxipó do Ouro e do Aguaçu, assim como para a região da Ponte de Ferro e do Sucuri.

As obras na MT-400, conhecida como antiga estrada da Guia, estão na fase final. Todo o asfalto já foi construído e agora será feita a sinalização da estrada. O trecho asfaltado tem 19,04 km de extensão e recebeu um investimento de R$ 18,5 milhões.

A obra liga a região do distrito do Sucuri até a MT-010, passando pelas comunidades do Bandeira e do Tarumã. Aguardo pela população a mais de 40 anos, a obra também garante uma ligação até a região central de Cuiabá para a zona rural.

Já o distrito do Aguaçu em breve estará com duas rodovias dando acesso ao local. O Governo já concluiu o asfalto da MT-401, que dá acesso ao distrito por meio da mineradora. São 17,04 km de asfalto em um investimento de R$ 22,6 milhões.

Já o acesso pela MT-402, passando pela fábrica da Votorantim, está em obras. Restam cerca de 3 quilômetros para finalizar o asfalto de um total de 9,8 km. O investimento nessa obra é de R$ 15,1 milhões, sendo que a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) investiu mais $ 15,5 milhões para restaurar outro trecho de 17,7 km desta rodovia.

O Distrito do Aguaçu foi criado por lei municipal no ano de 2011, mas só com as obras realizadas pela Sinfra-MT passou a ser totalmente ligado até a capital. As rodovias também beneficiam moradores de outras comunidades, como a do Machado.

“Estamos levando infraestrutura para regiões que historicamente ficaram à margem do desenvolvimento urbano de Cuiabá. Essas obras nas rodovias estaduais não apenas encurtam distâncias, mas melhoram a mobilidade, fortalecem a economia local e garantem mais dignidade para quem vive nos distritos e comunidades rurais da capital”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

Por fim, a Sinfra-MT também asfaltou um trecho de 4,3 km ligando o bairro Dr. Fábio até o Coxipó do Ouro. A obra agora vai para a fase de acabamentos. O investimento para asfaltar este trecho da MT-030 é de R$ 10,4 milhões.

O asfalto é uma antiga reivindicação dos moradores da região, que tem pequenas propriedades e é um balneário procurado pela população da capital.

A Sinfra-MT também vai iniciar nas próximas semanas a obra de duplicação da ponte sobre o Rio Coxipó, que atualmente é uma monovia, ou seja, só passa um carro de cada vez. O trecho de 10,33 km que liga a Ponte de Ferro até o Coxipó do Ouro teve o contrato com a empresa responsável rescindido e a segunda colocada será chamada.

O superintendente de Execução e Fiscalização de Obras da Sinfra, Zenildo Pinto, explica que a duplicação da ponte será necessária para garantir mais segurança para o trânsito. “O asfalto irá aumentar o fluxo de carros na rodovia e por isso uma ponte com duas pistas é a mais adequada para os motoristas”, afirmou.

Além disso, a atual gestão também finalizou as obras de pavimentação da MT-402 entre o Coxipó do Ouro e a Estrada para Chapada, fazendo com que o primeiro distrito da capital finalmente pudesse ter uma ligação com o Centro de Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

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A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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