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Governo de MT entrega 800 cestas de alimentos e kits de higiene a aldeias indígenas do Xingu

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Com o objetivo de garantir segurança alimentar, promover dignidade e apoiar as famílias indígenas, o Governo de Mato Grosso entregou 800 cestas de alimentos, além de kits de higiene e limpeza, por meio do Programa SER Família Indígena, nos municípios de Gaúcha do Norte e Água Boa.

Em Gaúcha do Norte, foram distribuídas 500 cestas básicas entre 4 e 12 de dezembro, contemplando 100% das 36 aldeias existentes no território municipal. A ação percorreu todas as comunidades indígenas, incluindo o Polo Leonardo, considerado o mais distante, localizado a cerca de 210 quilômetros da sede do município. Já em Água Boa foram entregues 300 cestas nos dias 14 e 15 de dezembro, beneficiando comunidades da etnia Xavante.


Idealizadora do Programa SER Família, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, ressaltou o olhar humanizado da iniciativa.

“O SER Família Indígena foi criado para cuidar das pessoas, respeitando suas culturas e suas realidades. Levar alimento, itens de higiene e limpeza até essas aldeias é garantir dignidade, saúde e segurança para famílias que enfrentam muitas dificuldades, principalmente em períodos como o das chuvas”, destacou.

Em Gaúcha do Norte, a ação beneficiou famílias das etnias Aweti, Mehinako, Yawalapiti, Kamayurá e Kuikuro. A iniciativa contou com a atuação integrada do Programa SER Família, da Defesa Civil Estadual e da Prefeitura Municipal de Gaúcha do Norte, reforçando o compromisso do poder público com o cuidado, o respeito às realidades locais e o bem-estar das comunidades indígenas.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou o alcance e a importância da ação no atendimento às aldeias do estado.

“Essa entrega representa um esforço conjunto para garantir segurança alimentar às famílias indígenas, especialmente em regiões de difícil acesso. É um trabalho que exige planejamento, sensibilidade e compromisso com quem mais precisa”, afirmou.

A ação também foi reconhecida pelas lideranças indígenas. Alamante Yawalapiti agradeceu o apoio recebido pelas comunidades.

“Queríamos agradecer à primeira-dama, a Virginia, pelo apoio que ela mandou para a comunidade Yalwapiti. Estamos aqui no centro da aldeia dividindo as cestas e agradecemos também à Prefeitura de Gaúcha do Norte, que está ajudando nessa parte. Nosso agradecimento é em nome de toda a comunidade Yawalapiti”, afirmou.

Além de garantir o acesso a alimentos e itens essenciais, a iniciativa fortalece o vínculo entre o poder público e as comunidades indígenas, demonstrando atenção às necessidades locais e reafirmando o compromisso do Governo de Mato Grosso com a promoção da dignidade e da cidadania.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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