Mato Grosso
Governador assina autorização para novo Trevão de Rondonópolis
Mato Grosso
O governador Mauro Mendes assinou, nesta terça-feira (08.10), a autorização para início das obras do novo Trevão de Rondonópolis, no entroncamento das BRs-163 e 364. A intervenção resolve um dos maiores gargalos logísticos de Mato Grosso, esperado há quase 50 anos pelos moradores da região.
“Acabamos de assinar a autorização para a Nova Rota do Oeste contratar essa obra tão aguardada. Serão quatro viadutos, rotatória e alças de acesso que vão acabar definitivamente com aquele problema crônico na entrada da cidade. Uma entrega importante para quem vive aqui e para o setor produtivo”, afirmou Mauro.
De acordo com o governador, a engenharia do projeto vai garantir fluidez para o tráfego e segurança para a mobilidade urbana local.
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ressaltou que a solução elimina os atuais conflitos entre o tráfego pesado das rodovias federais e o trânsito urbano de Rondonópolis, com impactos positivos para motoristas, empresas e moradores.
“Essa obra é esperada desde 1976. Vai conectar bairros, melhorar o trânsito urbano e facilitar o escoamento da produção. Um avanço gigante. Só temos a agradecer ao governador e à equipe dele por essa sensibilidade com Rondonópolis”, registrou.
A obra faz parte do grande pacote de infraestrutura da BR-163. Desde que o Governo do Estado assumiu a concessão da rodovia (que é federal), já foram entregues 100 quilômetros de pistas duplicadas e mais 130 serão concluídos até o final deste ano.
O contrato de concessão prevê conclusão total das obras até 2031, mas a meta da é entregar tudo na metade do tempo.
Também estiveram presentes na assinatura o vice-governador Otaviano Pivetta; o presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; o CEO da Nova Rota, Luciano Uchoa; os deputados estaduais Thiago Silva, Sebastião Rezende e Nininho; o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; além de vereadores de Rondonópolis, secretários municipais e demais lideranças da região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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