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Gefron gera prejuízo de R$ 390 milhões a facções com apreensão de aeronaves e veículos

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O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) gerou um prejuízo de R$ 390 milhões às facções criminosas com a apreensão de aeronaves e veículos na região da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia nos últimos sete anos. O valor equivale a 64 aeronaves monomotor e 1.976 veículos apreendidos durante ações de combate a crimes fronteiriços, realizadas entre janeiro de 2019 e novembro de 2025.

Dentre os veículos apreendidos estão motocicletas, carros, caminhonetes e carretas, que são utilizados para transporte de drogas ou para dar apoio a grupos de traficantes. Além disso, veículos roubados ou furtados que são levados para Bolívia e são moeda de troca por entorpecente.

“A segurança na fronteira não é responsabilidade do Governo do Estado, mas o governador Mauro Mendes decidiu atuar com prioridade na região. Desde 2019, os investimentos estaduais chegam a R$ 20 milhões ao ano. Estamos falando da compra de armamentos de ponta, viaturas adequadas às exigências, para atuar em terra e áreas alagadas, sistema de rádio comunicação digital, câmeras de videomonitoramento e uma série de outros equipamentos para fazer frente à criminalidade”, destaca o secretário de Segurança, coronel César Roveri

“Não há dúvida de que essa decisão de tratar a fronteira como uma região estratégica na repressão ao crime, somada à dedicação e ao empenho dos policiais, tornou o trabalho das forças estaduais mais eficiente”, analisa Roveri.

O secretário ainda ressalta que a eficiência das forças de segurança é comprovada com os resultados históricos conquistados ano após ano.

“Estamos recuperando bens que os criminosos furtaram ou roubaram e devolvendo aos seus proprietários. Desde 2019 também estamos batendo recordes na apreensão de drogas. Este ano, até outubro, o Gefron apreendeu 19,5 toneladas, o que já superou o ano de 2024 inteiro. Nosso trabalho na área de fronteira, assim como em todo estado, está focado na redução dos índices criminais e no enfraquecimento financeiro das facções”, finaliza o secretário.

Apreensões históricas

Uma das maiores apreensões dos últimos sete anos ocorreu em setembro de 2024, na Terra Indígena Pequizal, em Comodoro (638 km de Cuiabá). Na ocasião, foram apreendidos um avião monomotor, três motocicletas, além de 600 quilos de cloridrato de cocaína.

Em outra ação, uma aeronave foi apreendida com 1 tonelada de cocaína, em uma operação conjunta realizada entre as forças de segurança Estadual e Federal realizada em setembro deste ano, em Rondonópolis.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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