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Ex-aluno de escola técnica em MT volta como professor e reforça o poder transformador da educação profissional

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A trajetória do professor Gilson Justino Ferreira dos Santos na Escola Técnica Estadual (Etec) de Lucas do Rio Verde, administrada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), revela como a educação técnica tem qualificado jovens profissionais e transformado a realidade de diversos mato-grossenses. Egresso do curso Técnico em Segurança do Trabalho, ele é atualmente docente do curso Técnico em Administração e destaca que a formação garantiu os meios para transformar o próprio futuro.

“É uma grande satisfação ter sido aluno e hoje ser professor em um espaço tão renomado e transformador como a Etec Lucas do Rio Verde. Foi aqui que descobri o quanto o conhecimento pode mudar destinos”, enfatiza Gilson.

Ele explica que sua história com a Etec começou há mais de uma década, quando percebeu a importância de se dedicar aos estudos. Anos depois, retornou à instituição e, hoje, soma quatro anos formando novas turmas de profissionais técnicos.

“Fiz o curso Técnico em Segurança do Trabalho entre 2014 e 2016. Posteriormente, concluí a graduação em Contabilidade e, em 2020, tive a oportunidade de participar de um processo seletivo para professor na área de Contabilidade. Depois, realizei outro seletivo e passei a atuar também como docente na área de Administração”, relembra.

Ainda segundo o professor, sua formação técnica foi fundamental para ingressar no mercado de trabalho e compreender a importância de se tornar um profissional qualificado.

“As empresas precisam de pessoas preparadas, e quando o aluno conclui o ensino médio junto com o técnico, ele já está pronto para atuar. Em três anos, forma-se um profissional qualificado, capaz de contribuir com o crescimento de Mato Grosso, que está em plena expansão e precisa de mão de obra habilitada e inovadora”, destaca.

Na posição de professor, Gilson afirma compreender com mais facilidade as demandas dos alunos, justamente por já ter vivenciado a mesma rotina.

“Ter vivido as duas experiências, como aluno e agora como professor, me permite entender melhor os desafios e as demandas dos estudantes. Muitos precisam equilibrar a rotina entre o ensino médio regular e o técnico. Essa vivência me ajuda a reconhecer suas dificuldades e motivações, contribuindo para um ambiente de aprendizado mais eficiente”, afirma.

Dedicação e reconhecimento profissional

Reconhecido por seu trabalho, Gilson já foi premiado duas vezes como Professor Inovador, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Entre os projetos que coordena, destaca-se a participação de seus alunos orientandos na Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI). Além disso, publicou artigos acadêmicos nas três últimas edições da Revista C&T, da Seciteci, reforçando seu compromisso com a pesquisa e a inovação.

As Etecs integram o compromisso da Seciteci em garantir uma educação técnica pública, gratuita e de qualidade, em todas as suas modalidades e níveis. Com 17 unidades de ensino distribuídas pelo Estado, as escolas oferecem diversos cursos técnicos nos mais variados eixos tecnológicos, com foco em atender às demandas dos arranjos produtivos de cada região mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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