Mato Grosso
Envolvido em roubo mediante a sequestro é preso pela Polícia Militar em Cuiabá
Mato Grosso
Policiais militares do 4º Batalhão prenderam, na noite desta quarta-feira (12.11), o segundo suspeito envolvido no roubo e sequestro de um homem, de 62 anos, em Várzea Grande. Na ação, as equipes apreenderam um veículo, 16 munições, um tablete de maconha, 18 chips celulares, três celulares e outros objetos de origem ilícita.
O crime ocorreu na última sexta-feira (7), no município. A vítima foi rendida por alguns homens em uma caminhonete. Os suspeitos estavam armados e usavam fardas semelhantes às da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a fuga, os envolvidos capotaram com veículo e a vítima conseguiu fugir e acionar a Polícia Militar. Na ocasião, uma mulher foi presa por envolvido na ação criminosa.
Desde o fato, os militares, com apoio das equipes de inteligência, mantêm buscas por demais integrantes envolvidos no roubo mediante sequestro. Por volta das 19h30 desta quarta-feira (12), os policiais do Grupo de Apoio (GAP) localizaram o suspeito, de 39 anos, em um veículo modelo HB20, no bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá.
No momento da abordagem, o homem quebrou o aparelho celular e apresentou resistência, sendo contido em seguida. Já em busca veicular, foram encontrados duas munições calibre .38 e duas porções de maconha. Questionado sobre o fato, ele confessou que prestou apoio logístico aos suspeitos e após o capotamento do veículo.
As equipes se deslocaram até um endereço informado pelo suspeito, onde supostamente poderiam estar escondidos demais envolvidos na ação criminosa, porém os policiais apreenderam apenas mais munições, um tablete de maconha, diversos aparelhos celulares e outros pertences.
Durante a ocorrência, os militares identificaram que ele possui duas passagens criminais, sendo uma por roubo e outra por tráfico ilícito de drogas. Além disso, ele tentou fugir, sendo contido novamente. Posteriormente, alegou dores no tórax, devido ter sofrido uma cirurgia recentemente. O suspeito recebeu atendimento médico em uma unidade de saúde, foi liberado e conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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