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Confira o Top 5 em que Mato Grosso é líder no cenário nacional

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Mato Grosso tem se destacado nacionalmente pelos avanços concretos em áreas estratégicas, como educação, infraestrutura e assistência social. Com esses resultados, o Estado consolida uma trajetória marcada por eficiência, investimento e compromisso social.

Confira os principais resultados que colocam Mato Grosso entre os protagonistas do desenvolvimento no país:

1) MT é o que melhor cuida do dinheiro público na Região Centro-Oeste

Mato Grosso também foi reconhecido como o Estado que melhor cuida do dinheiro público entre os Estados da Região Centro-Oeste, segundo o relatório Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

O Estado mato-grossense desponta em primeiro lugar no indicador de Solidez Fiscal, que avalia aspectos como capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário e liquidez. A nível nacional, Mato Grosso aparece na terceira posição, atrás apenas de Espírito Santo e Maranhão.

2) Mato Grosso tem a menor taxa de desemprego no país

Mato Grosso registrou a menor taxa de desemprego do país no terceiro trimestre de 2025, com 2,3% de desocupação, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado coloca o Estado em primeiro lugar ao lado de Santa Catarina no ranking nacional.

Os números refletem um mercado de trabalho aquecido e em expansão no estado, com melhorias consecutivas no desempenho do emprego formal e informal. Além disso, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o índice menor que 3% representa estado de pleno emprego.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

3) Educação de Mato Grosso recebe categoria ouro do Governo Federal

Mato Grosso conquistou a categoria Ouro na 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).

Esse selo reconhece que o Estado superou a meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) e se destacou entre os melhores do país em alfabetização na idade certa, com 61% das crianças mato-grossenses alfabetizadas ao fim do 2º ano do Ensino Fundamental no período avaliado, o que coloca Mato Grosso entre os estados com melhor desempenho nessa etapa.

Para alavancar a educação fundamental, que é de responsabilidade dos municípios, o Governo de Mato Grosso trabalhou uma política educacional de colaboração com os municípios por meio do programa Alfabetiza MT. A iniciativa reúne ações integradas de formação continuada de professores e gestores, concessão de bolsas, distribuição de materiais didáticos e avaliações formativas e somativas, além de estratégias sistemáticas de recomposição das aprendizagens.

4) Governo de MT é reconhecido por redução da fome

O Governo Federal também reconheceu o trabalho do Governo de Mato Grosso na redução da fome na 1ª edição do Prêmio Brasil Sem Fome. O Estado foi o vencedor da Região Centro Oeste na categoria “Redução da Fome nos Estados e no Distrito Federal”, pelas ações desenvolvidas no programa SER Família. O objetivo da premiação é reconhecer políticas de sucesso no combate à fome.

Além de Mato Grosso, também foram premiados na mesma categoria os estados de Alagoas, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, considerando o critério de um por região do país.

Foto: João Reis

5) Duplicação da BR-163 recebe prêmio de asfalto mais confortável do Brasil

Em outubro de 2025, a duplicação da BR-163, no trecho entre Sorriso e Sinop, bateu recorde nacional de qualidade pelo asfalto mais confortável do Brasil, com o melhor Índice de Irregularidade Internacional (IRI) já registrado no país.

A premiação, concedida pela MOBA (empresa alemã de equipamentos e automação para infraestrutura), é um reconhecimento pela qualidade e pelo conforto alcançados na obra de duplicação, em um trecho específico de 10 km, que atingiu IRI médio de 0,58 m/km. Quanto menor o valor do IRI, mais liso é considerado o asfalto.

Na época, a gerente-geral da empresa na América Latina, Patrícia Herrera, destacou que é a primeira vez que uma rodovia brasileira alcança um índice de conforto como foi registrado em Mato Grosso. “Estamos acostumados com esse padrão de qualidade na Alemanha, que tem a melhor malha rodoviária do mundo. No Brasil, é inédito. Acompanhamos a evolução da pavimentação no país há 10 anos e nunca tínhamos encontrado um IRI tão baixo. Essa qualidade é importante para o país como um todo”, declarou.

Foto: Nova Rota do Oeste

Fonte: Governo MT – MT

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Além do Criminal: Webinário debate a aplicação do Protocolo de Gênero em todos os ramos do Direito

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“O julgamento com perspectiva de gênero é uma forma de garantir o direito à igualdade e promover decisões mais justas.” A afirmação da desembargadora Adriana Ramos de Mello, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, marcou a realização do webinário “Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero: Direitos das Mulheres são Direitos Humanos”, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com o Comitê de Equidade de Gênero entre Homens e Mulheres do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O evento foi realizado na manhã desta quarta-feira (13 de maio), reunindo magistrados(as), servidores(as) e profissionais do sistema de Justiça para capacitação voltada à aplicação da Resolução n. 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A atividade foi transmitida pela plataforma Microsoft Teams e teve como foco a incorporação da perspectiva de gênero na atividade jurisdicional.

A abertura do webinário contou com a participação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, presidente do Comitê de Equidade, que destacou a relevância do tema diante do cenário contemporâneo. Segundo a magistrada, o fortalecimento da perspectiva de gênero no sistema de Justiça é essencial “nesse momento que nós estamos vivendo de tanta desigualdade de gênero, de etnia e de raça”.

Realidade global e brasileira

Durante sua exposição, intitulada “A Justiça com lentes de gênero”, Adriana Ramos de Mello apresentou um panorama das múltiplas formas de violação de direitos vivenciadas por mulheres e meninas em diferentes contextos sociais. A magistrada destacou que a desigualdade de gênero se manifesta desde os primeiros anos de vida, com práticas como preferência por filhos homens em alguns países, exploração sexual, mutilação genital feminina, casamento infantil e maternidade precoce.

“Em algumas áreas do mundo, menos meninas do que meninos alcançam a idade adulta”, pontuou, ao mencionar também o elevado número de casamentos infantis e as consequências dessas práticas para o desenvolvimento social e educacional das meninas.

Gravidade da violência contra mulheres

Ao abordar a realidade brasileira, Adriana apresentou dados sobre feminicídio que evidenciam a persistência da violência de gênero no país. Em 2025, foram registradas 1.568 vítimas (crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior), com predominância de mulheres negras (62,6%) e ocorrências majoritariamente dentro das residências (66,3%). Em relação aos autores, 59,4% eram os próprios companheiros e 21,3% eram ex-companheiros.

A desembargadora destacou que grande parte das mulheres não recorre imediatamente aos órgãos do sistema de Justiça após sofrer violência, o que demonstra a existência de barreiras institucionais e sociais no acesso à proteção. A principal atitude tomada pelas mulheres depois de experimentar ações violentas é não fazer nada (47,4%). Depois, buscam ajuda de um familiar (19,2%), amigos (15,2%) e só em quarto lugar aparece um órgão do sistema de Justiça, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (14,2%).

A palestrante explicou que o gênero é uma construção social e que quando as mulheres querem romper com esse papel, é que elas mais sofrem violência. “É o momento de maior risco para essa mulher”, afirmou.

Outro ponto enfatizado foi que o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero não se restringe à área criminal ou aos casos de violência doméstica, podendo ser aplicado em diferentes ramos do Direito, como o civil, o público e o de família. Segundo explicou, a aplicação do protocolo envolve a análise do contexto social das partes, a identificação de vulnerabilidades, a observação de possíveis assimetrias de poder e a eliminação de estereótipos que possam interferir no julgamento.

Interseccionalidade, racismo e estereótipos no sistema de Justiça

Durante o webinário, também foram discutidos temas como estereótipos de gênero e interseccionalidade. Adriana ressaltou que construções sociais históricas influenciam o funcionamento do sistema de Justiça e afetam de maneira mais intensa as mulheres, especialmente as mulheres negras. “A questão racial é essencial e estruturante para qualquer análise da realidade brasileira”, afirmou, destacando a necessidade de decisões judiciais que não reproduzam desigualdades ou práticas discriminatórias.

A palestra de Kimberlé Crenshaw sobre a “Urgência da interseccionalidade”, indicada pela magistrada, pode ser acessada neste link. Ela também sugere o acompanhamento do trabalho de três vozes do feminismo negro no Brasil: Djamila Ribeiro, Sueli Carneiro e Lélia Gonzalez.

Durante a exposição, a desembargadora destacou que a análise da realidade brasileira sob a perspectiva de gênero exige, necessariamente, a consideração da dimensão racial. Segundo ela, mulheres negras ocupam a base da hierarquia social e são as mais expostas à violência de gênero, realidade refletida nas estatísticas, nas quais sua vitimização aparece de forma predominante.

A magistrada enfatizou que os estereótipos de gênero ainda exercem forte influência no sistema de Justiça, especialmente na esfera criminal, dificultando o acesso das mulheres à proteção de direitos. Nesse contexto, Adriana apontou a persistência de discursos que associam as mulheres a papéis de subordinação e desvalorização, o que pode impactar diretamente a condução e o julgamento de casos. Como exemplo, citou mitos relacionados à violência sexual, como a falsa ideia de que uma mulher teria consentido com o ato em razão de relações anteriores, ou ainda a responsabilização da mulher por situações de violência doméstica.

Para Adriana, cabe ao Estado, e em especial ao Poder Judiciário, atuar de forma ativa na desconstrução desses estereótipos, evitando que decisões judiciais legitimem ou reproduzam tais discursos. Nesse sentido, ressaltou a importância de se pensar alternativas que impeçam a reprodução de violências simbólicas de gênero no âmbito das decisões judiciais.

Ao abordar o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, a desembargadora explicou que ele se fundamenta na necessidade de reconhecer que o discurso jurídico pode refletir desigualdades estruturais presentes na sociedade. Assim, esse julgamento surge como instrumento para assegurar o direito à igualdade, orientando magistrados(as) a questionar fatos, avaliar provas com criticidade e identificar possíveis vieses ou assimetrias de poder entre as partes.

A aplicação do protocolo envolve a análise do contexto social dos envolvidos, a verificação de situações de vulnerabilidade, discriminação ou pobreza, bem como a adoção de medidas que garantam maior equilíbrio e justiça na decisão. Adriana também apresentou o passo a passo do protocolo, estruturado em sete etapas, e exemplificou sua aplicação em casos concretos, incluindo situações de violência obstétrica, guarda de filhos e direito à creche, evidenciando sua relevância prática para a construção de decisões mais justas.

Palestrante

A desembargadora Adriana Ramos de Mello é doutora em Direito Público e Filosofia Jurídico-Política pela Universidade Autônoma de Barcelona. A magistrada atua como presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ) e coordena a pós-graduação lato sensu em Gênero e Direito da mesma instituição. Ela lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Direitos Humanos e Acesso à Justiça da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e é coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRJ.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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