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Vasco empata com o Paysandu e garante vaga nas oitavas da Copa do Brasil
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O Vasco está nas oitavas de final da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira, a equipe carioca empatou em 2 a 2 com o Paysandu, em São Januário, no Rio de Janeiro, pelo duelo de volta da quinta fase da competição. Como havia vencido o primeiro confronto, em Belém, por 2 a 0, o time vascaíno confirmou a classificação com vantagem no placar agregado.
Os gols do Vasco foram marcados por Johan Rojas e Thiago Mendes. Do lado paraense, Thayllon e Saldivia, contra, balançaram as redes. Apesar da igualdade no marcador, o resultado foi suficiente para assegurar a passagem do clube carioca à próxima etapa do torneio nacional.
O jogo ganhou contornos mais decisivos a partir da reta final do primeiro tempo. Aos 33 minutos, Hinestroza foi derrubado dentro da área por Lucca, e o árbitro marcou pênalti para o Vasco. Na cobrança, Johan Rojas bateu com firmeza e marcou pela primeira vez com a camisa cruzmaltina.
O time da casa seguiu melhor e ampliou aos 42 minutos. Em boa jogada ofensiva, Hinestroza encontrou Thiago Mendes, que avançou até a área, deixou Castro para trás e finalizou no canto de Gabriel Mesquita para fazer o segundo.
O Paysandu, porém, reagiu ainda antes do intervalo. Aos 47 minutos, Thayllon recebeu na área, puxou para o meio e acertou um chute forte para diminuir a diferença e manter os visitantes vivos na disputa.
Logo no início da segunda etapa, o time paraense chegou ao empate. Com apenas um minuto, Kleiton tentou fazer o cruzamento e Saldivia acabou desviando contra a própria meta, igualando o placar em São Januário.
Nos minutos finais, o Vasco ainda teve um problema a mais para administrar. Aos 45 minutos, Thiago Mendes se envolveu em disputa com Caio Mello e acertou uma cotovelada no adversário. Após o lance, o árbitro Bráulio da Silva Machado expulsou o jogador vascaíno, e os donos da casa encerraram a partida com um atleta a menos.
Mesmo com a pressão no fim, o Vasco sustentou o empate e confirmou a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, enquanto o Paysandu acabou eliminado.
Na sequência da temporada, o Vasco volta a campo no sábado, 16 de maio de 2026, às 18h30, quando enfrenta o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Paysandu joga no domingo, 17 de maio de 2026, às 16h, contra o Caxias, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, pela sétima rodada da Série C do Brasileirão.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Vasco 2 x 2 Paysandu | ||
| Competição | Fase | Copa do Brasil – Quinta fase (volta) |
| Partida | Local | São Januário, Rio de Janeiro (RJ) |
| Partida | Data | 13 de maio de 2026 (quarta-feira) |
| Partida | Horário | 19h (de Brasília) |
| Cartões | Amarelos | Brian Macapá (Paysandu), Lucas Freitas (Vasco) e Nuno Moreira (Vasco) |
| Cartões | Vermelho | Thiago Mendes (Vasco) |
| Gols | 36′ do 1ºT | Johan Rojas (Vasco) |
| Gols | 42′ do 1ºT | Thiago Mendes (Vasco) |
| Gols | 47′ do 1ºT | Thayllon (Paysandu) |
| Gols | 1′ do 2ºT | Saldivia, contra (Paysandu) |
| Arbitragem | Árbitro | Bráulio da Silva Machado (SC) |
| Arbitragem | Assistentes | Thiaggo Americano Labes (SC) e Henrique Neu Ribeiro (SC) |
| Arbitragem | VAR | Rafael Traci (SC) |
| Vasco | Escalação | Léo Jardim; Paulo Henrique (Puma Rodríguez), Saldívia, Lucas Freitas e Lucas Piton; Thiago Mendes, Cauan Barros e Johan Rojas (Nuno Moreira); Hinestroza (Adson), David (Spinelli) e Brenner (Andrés Gómez). Técnico: Renato Portaluppi |
| Paysandu | Escalação | Gabriel Mesquita; Edílson Júnior, Castro, Lucca Carvalho (Iarley), Bonifazi (Luciano); Brian Macapá (Henrico), Caio Mello e Marcinho; Thayllon (Thalyson), Ítalo (Juninho) e Kleiton. Técnico: Júnior Rocha |
Fonte: Esportes
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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