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Vasco empata com Coritiba fora de casa e se prepara para clássico carioca

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O Vasco da Gama conquistou um ponto fora de casa na noite desta quarta-feira (1º), ao empatar em 1 a 1 com o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, em partida válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado mantém a equipe cruzmaltina em uma posição intermediária na tabela, enquanto se prepara para um importante clássico no próximo fim de semana.

O duelo foi equilibrado, com ambas as equipes buscando a vitória para subir na classificação. Apesar de não ter saído com os três pontos, o empate fora de casa pode ser considerado um resultado razoável para o Gigante da Colina, que segue somando pontos na competição.

Com este resultado, o Vasco da Gama alcançou 12 pontos no Brasileirão, terminando a rodada na 8ª colocação. A equipe carioca agora volta suas atenções para o próximo compromisso, que será um clássico de grande rivalidade.

No sábado (4), o Vasco receberá o Botafogo em São Januário, em mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto promete ser decisivo para as pretensões de ambas as equipes na busca por uma melhor colocação na tabela. A torcida vascaína espera que o time mostre força em casa para garantir a vitória no clássico.

Aqui estão as informações em formato de tabela:

FICHA TÉCNICA

Competição Placar Local Data Horário
Campeonato Brasileiro (9ª rodada) Coritiba 1 x 1 Vasco da Gama Couto Pereira 01/04/2026 (quarta-feira) 20h30

Gols

Time Jogador
Coritiba Felipe Jonathan
Vasco da Gama Tchê Tchê

Cartões

Tipo de Cartão Time Jogadores
Amarelo Coritiba Lavega, Vini Paulista
Amarelo Vasco da Gama Paulo Henrique
Vermelho Ambos Nenhum

Arbitragem

Função Nome Estado
Árbitro Ramon Abatti Abel SC
Assistente 1 Thiaggo Americano Labes SC
Assistente 2 Bruno Muller SC
Quarto árbitro Hieger Tulio Cardoso MG
VAR Daiane Muniz SP
AVAR Fabio Rogerio Baesteiro SP
AVAR2 Vinicius Furlan SP

Escalações

Coritiba: Pedro Rangel; Tinga (JP Chermont), T. Cóser, Jacy, Bruno Melo (Felipe Jonathan); Willian Oliveira (Vini Paulista), Josué, Sebastian Gomez (Fabinho); Lucas Ronier, Lavega (Keno), Pedro Rocha. Técnico: Fernando Seabra.

Vasco da Gama: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Lucas Piton (Avellar); Hugo Moura (Barros), Thiago Mendes, Tchê Tchê; Marino (João Vitor), Nuno Moreira (Matheus França) e David (Brenner). Técnico: Renato Gaúcho.

Fonte: Esportes

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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar

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