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Santos é goleado pelo Coritiba e se aproxima da zona de rebaixamento

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O Santos teve uma atuação abaixo do esperado na manhã deste domingo (17.05), e foi derrotado por 3 a 0 pelo Coritiba, na Neo Química Arena, em São Paulo, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com dois gols de Breno Lopes e um de Josué, em cobrança de pênalti, o time paranaense conquistou um resultado importante, enquanto o Peixe terminou a rodada pressionado pela proximidade do Z4.

Com a derrota, o Santos permaneceu na 16ª colocação, com 18 pontos, apenas um acima do Grêmio, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Dessa forma, a equipe santista ainda corre o risco de encerrar a rodada entre os quatro últimos caso o time gaúcho vença o Bahia. Já o Coritiba subiu para o sexto lugar, com 23 pontos, entrando no grupo dos seis melhores da competição.

O jogo

O Coritiba abriu o placar logo aos cinco minutos do primeiro tempo. Rollheiser perdeu a bola no campo de defesa, o Coritiba recuperou a posse e saiu em velocidade. Josué lançou Breno Lopes pela esquerda, e o atacante avançou, superou Veríssimo e finalizou na saída de Brazão para fazer 1 a 0. O Santos tentou reagir pouco depois, em chute de fora da área de Neymar, mas a bola saiu sem direção.

Mesmo com mais posse em alguns momentos, o Peixe não conseguiu transformar a pressão em chances claras e voltou a ser castigado em contra-ataques. No segundo gol, Pedro Rocha deixou Adonis Frías para trás e serviu Breno Lopes, que apareceu novamente para ampliar a vantagem do Coritiba. Antes disso, Brazão já havia evitado um prejuízo maior com uma defesa importante.

A situação santista ficou ainda mais complicada na reta final da primeira etapa. Escobar perdeu a bola no campo defensivo, Sebastián Gómez recuperou e obrigou Brazão a intervir. Na sequência, o lateral escorregou e derrubou Breno Lopes dentro da área. Na cobrança, Josué bateu no canto esquerdo do goleiro e marcou o terceiro. Ainda antes do intervalo, o Santos quase descontou em cabeçadas perigosas de Escobar e Neymar, defendidas por Pedro Rangel, enquanto Rollheiser também levou perigo em finalização rasteira para fora.

Nos acréscimos do primeiro tempo, Brazão voltou a salvar o Santos ao defender uma finalização de Lavega, que havia saído cara a cara após vencer Escobar na corrida. A intervenção evitou que o placar fosse ainda mais elástico antes do descanso.

Na volta para o segundo tempo, o Coritiba adotou uma postura mais controlada, administrando a vantagem e apostando nas investidas em velocidade. Logo no início, Josué encontrou Bruno Melo, que rolou para Sebastián Gómez finalizar de primeira, mas sem acertar o alvo. O Santos respondeu com tentativas de Gabigol, uma delas após passe de Neymar, mas seguiu sem conseguir mudar o cenário da partida.

Segundo tempo

O segundo tempo também ficou marcado por uma confusão envolvendo uma substituição no time santista. O quarto árbitro indicou a saída de Neymar, mas o camisa 10 argumentou que o jogador a ser substituído seria Barreal, número 31. A alteração, no entanto, foi mantida, provocando irritação do atleta. Pouco depois, Barreal acabou expulso ao cometer uma falta dura em Breno Lopes, interrompendo uma chegada ofensiva do Coritiba.

Na reta final, o Santos ainda teve uma oportunidade com Robinho Jr., que recebeu no ataque, finalizou da entrada da área, mas mandou para fora. Sem forças para reagir, o time paulista deixou o gramado sob vaias e com preocupação crescente em relação à sua situação na tabela.

Além do resultado negativo, Neymar viveu uma manhã de frustração em sua última partida antes da convocação da Seleção Brasileira. O meia-atacante se emocionou durante a execução do hino nacional e depois esteve no centro da polêmica envolvendo a arbitragem e a substituição equivocada apontada pelo clube.

O Santos volta a campo na quarta-feira, 20 de maio de 2026, às 19h, quando enfrenta o San Lorenzo pela quinta rodada da Copa Sul-Americana, na Vila Belmiro, em Santos. O Coritiba, por sua vez, joga novamente no dia 25 de maio, uma segunda-feira, às 20h, diante do Bahia, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
Santos 0 x 3 Coritiba
Competição Campeonato Brasileiro (16ª rodada)
Local Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data 17 de maio de 2026 (domingo)
Horário 11h (de Brasília)
Público 45.360 torcedores
Renda R$ 3.022.470,00
Cartões amarelos Escobar, Neymar, Gabigol e João Ananias (Santos); Lucas Taverna e Josué (Coritiba)
Cartões vermelhos Barreal (Santos)
Árbitro Paulo César Zanovelli da Silva
Assistentes Nailton Júnior de Sousa e Luis Carlos de Franca
VAR Wagner Reway
Gols Breno Lopes, aos 5′ do 1°T (Coritiba); Breno Lopes, aos 19′ do 1°T (Coritiba); Josué, aos 38′ do 1°T (Coritiba)
Santos Brazão; Mayke (Oliva), Lucas Veríssimo, Adonís Frías e Escobar; Willian Arão (Barreal), Gustavo Henrique (Luan Peres (Ananias)), Bontempo e Rollheiser; Neymar (Robinho Jr.) e Moisés (Gabigol). Técnico: Cuca
Coritiba Pedro Rangel; Lucas Taverna (Wallisson), Tiago Cóser, Rodrigo Moledo e Bruno Melo; Thiago Santos (Vini Paulista), Sebastián Gómez e Josué (Gustavo); Lavega (William Oliveira), Breno Lopes (David) e Pedro Rocha (Renato Marques). Técnico: Fernando Seabra

Fonte: Esportes

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.

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