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Corinthians vence o Vasco e respira fora do Z4 no Brasileirão

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Mesmo com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, o Corinthians conseguiu vencer o Vasco por 1 a 0 neste domingo (26.04), na Neo Química Arena, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O triunfo marcou a primeira vitória do time sob o comando de Fernando Diniz na competição.

O gol da tarde foi marcado por Matheus Bidu, ainda no primeiro tempo, garantindo um resultado fundamental para a equipe paulista, que buscava se afastar da zona de rebaixamento.

Corinthians joga pressionado e deslancha antes da expulsão

O Corinthians iniciou o duelo em ritmo forte. Logo nos primeiros minutos, Yuri Alberto protagonizou boa jogada em contra-ataque, enquanto Gustavo Henrique obrigou o goleiro Léo Jardim a fazer ótimas defesas em duas cobranças de escanteio seguidas. A equipe de Diniz dominava os espaços e mantinha o Vasco encurralado.

Aos 37 minutos, Vitinho tabelou com Garro, que encontrou Matheus Bidu entrando na área. O lateral finalizou firme e abriu o placar para o time da casa. Mas a situação complicou no apagar das luzes da primeira etapa: André foi expulso após forte entrada em Thiago Mendes, deixando o Timão com um a menos.

Vasco pressiona, mas para em Kauê

Com superioridade numérica, o Vasco voltou do intervalo mais ofensivo. Robert Renan, Andrés Gómez e Rojas levaram perigo ao gol de Kauê, que precisou trabalhar mais do que o habitual para preservar a vantagem corintiana.

A melhor oportunidade vascaína surgiu aos 22 minutos, quando PH avançou pela direita e bateu cruzado na área. A bola atravessou a pequena área, mas ninguém chegou para empurrar para o gol. Rojas ainda tentou aos 34, em chute forte de longa distância, mas novamente Kauê salvou o Timão.

Apesar da pressão dos visitantes, o Corinthians conseguiu resistir até o apito final.

Situação na tabela

O resultado recoloca o Corinthians fora da zona de rebaixamento. O time chega a 15 pontos, saindo do 17º para o 14º lugar, ficando a apenas um ponto do Santos, que abre o Z4. Já o Vasco permanece com 16 pontos, ocupando a 10ª colocação.

Próximos compromissos

Corinthians
Corinthians x Peñarol
Libertadores – 3ª rodada
30/04/2026, às 21h, na Neo Química Arena

Vasco
Vasco x Olímpia
Sul-Americana – 3ª rodada
30/04/2026, às 19h, em São Januário

FICHA TÉCNICA
Corinthians 1 x 0 Vasco
Competição Campeonato Brasileiro (13ª rodada)
Local Neo Química Arena, São Paulo (SP)
Data 26/04/2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Público 42.352 pessoas
Renda R$ 3.245.975,15
Cartões Amarelos Fernando Diniz, Gustavo Henrique, André Carillo e Kauê (Corinthians); Thiago Mendes, Tchê Tchê, Barros e Rojas (Vasco)
Cartão Vermelho André (Corinthians)
Arbitragem Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Douglas Pagung (ES), VAR: Rafael Traci (SC)
Gol Matheus Bidu, aos 37′ do 1ºT (Corinthians)
Corinthians Kauê; Raniele, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu (Angileri); Allan, Breno Bidon (Matheus Pereira), André e Garro (Carrillo); Vitinho (Lingard) e Yuri Alberto. Técnico: Fernando Diniz
Vasco Léo Jardim; Paulo Henrique (Nuno Moreira), Saldivia, Robert Renan e Cuiabano (Lucas Piton); Barros, Thiago Mendes (Rojas) e Tchê Tchê (Adson); Brenner, Andrés Gómez e David (Spinelli). Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.

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