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Atlético-MG supera crise, vence Cruzeiro no Mineirão e encerra série negativa no Brasileirão
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Depois de três derrotas consecutivas, o Atlético-MG reencontrou o caminho das vitórias ao superar o Cruzeiro por 3 a 1 no clássico deste sábado, no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma partida marcada por tensão, três expulsões e decisões de VAR, o Galo fez valer o mando de campo e respirou na tabela.
Com o resultado, o Atlético chega aos 17 pontos e sobe para a 11ª colocação. O Cruzeiro estaciona nos 16 pontos, em 14º lugar, ainda próximo da zona de rebaixamento — onde o Internacional, primeiro time dentro do Z4, soma 14 e entra em campo neste domingo contra o Fluminense.
Primeiro tempo dominado pelo Galo
O Atlético-MG iniciou o clássico pressionando e abriu o placar aos 12 minutos. Renan Lodi cruzou pela esquerda, Jonathan Jesus tentou cortar, mas a bola sobrou para Cassierra. O atacante ajeitou e deixou Minda em ótimas condições para bater firme e inaugurar o marcador.
O segundo gol veio aos 32 minutos, após contra-ataque puxado novamente por Cassierra. O colombiano encontrou Minda em velocidade, e o equatoriano foi derrubado por Kaiki Bruno dentro da área. O árbitro confirmou o pênalti após consulta ao VAR. Maycon cobrou com precisão e ampliou a vantagem atleticana.
Cruzeiro perde peças e Atlético amplia
A situação do Cruzeiro ficou ainda mais complicada no início da segunda etapa. Aos 19 minutos, o atacante Arroyo recebeu o segundo amarelo e foi expulso após falta dura em Renan Lodi. Com um a mais, o Atlético se lançou ao ataque e marcou o terceiro aos 25 minutos: novo cruzamento de Lodi pela esquerda, desta vez para Cassierra completar de peixinho.
Sem reação e com dificuldades na marcação, a Raposa ainda sofreu outra baixa aos 29 minutos, quando Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após forte falta em Natanael. Minutos depois, Lyanco também recebeu o segundo amarelo, deixando o Galo com dez jogadores.
Cruzeiro desconta no fim
Mesmo com inferioridade numérica, o Cruzeiro conseguiu diminuir aos 41 minutos. Junior Alonso derrubou Kaio Jorge na área e o árbitro marcou pênalti. O próprio atacante cobrou e balançou a rede, mas a reação parou por aí.
Apesar do esforço final da equipe celeste, o Atlético administrou a partida e confirmou a vitória em noite de reencontro com a confiança.
Próximos jogos
Cruzeiro
Jogo: Universidad Católica x Cruzeiro
Data: 6 de maio (quarta-feira), às 23h
Competição: Copa Libertadores – 4ª rodada (Grupo D)
Local: Claro Arena, Santiago (CHI)
Atlético-MG
Jogo: Juventud x Atlético-MG
Data: 5 de maio (terça-feira), às 19h
Competição: Copa Sul-Americana – 4ª rodada (Grupo B)
Local: Estádio Centenário, Montevidéu (URU)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Cruzeiro 1 x 3 Atlético-MG | |
| Competição | Campeonato Brasileiro – 14ª Rodada |
| Local | Mineirão, Belo Horizonte (MG) |
| Data | 02 de maio de 2026 (sábado) |
| Horário | 21h (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Ruan, Alan Franco, Cassierra, Reinier, Junior Alonso (Atlético-MG); Christian, Matheus Pereira (Cruzeiro) |
| Cartões Vermelhos | Arroyo, Kaiki (Cruzeiro); Lyanco (Atlético-MG) |
| Arbitragem | Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP); Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ), Alex Ang Ribeiro (SP); VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP) |
| Gols | Alan Minda, 12′ 1ºT (ATL-MG); Maycon, 32′ 1ºT (ATL-MG); Cassierra, 25′ 2ºT (ATL-MG); Kaio Jorge, 41′ 2ºT (CRU) |
| Cruzeiro | Otávio; Kauã Moraes (Villareal), Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki Bruno; Gerson (João Marcelo), Lucas Romero (Bruno Rodrigues); Arroyo, Matheus Pereira (Matheus Henrique), Christian (Wanderson); Kaio Jorge. Técnico: Artur Jorge |
| Atlético-MG | Éverson; Ruan, Lyanco, Junior Alonso; Natanael, Alan Franco, Maycon (Tomas Pérez), Renan Lodi; Bernard (Kauã Passini), Alan Minda (Reinier); Cassierra (Cauã Soares). Técnico: Eduardo Domínguez |
Fonte: Esportes
Esportes
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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