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Sinop: alunos da Escola de Artes realizam apresentação especial alusiva ao Dia do Cantor

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Neste Dia do Cantor, celebrado hoje (13), alunos da Escola Municipal de Artes (EMA) de Sinop realizaram uma apresentação especial no auditório da PZ Empreendimentos. O objetivo foi proporcionar uma experiência diferente aos estudantes do curso de Canto, saindo da sala de aula e tendo contato direto com o público e com uma estrutura de palco.

Débora Vasconcelos, coordenadora da EMA, falou sobre a ideia da apresentação especial. “Essa ideia surgiu pensando no Dia do Cantor. Como na EMA temos o Curso de Canto, pensamos: ‘por que não um momento como esse, trazer os alunos, sair para um outro espaço onde tenha palco, público, para que eles possam mostrar tudo aquilo que eles vêm aprendendo durante o ano?’. É nesse momento que eles mostram o que aprenderam, sem falar na interação com o público e na postura de palco”, relatou.

A diretora de Cultura, Cleusa Ost, agradeceu à PZ Empreendimentos por ceder o espaço, onde os alunos puderam compartilhar seus talentos. “Sair do lugar onde eles estão estudando e ir para outro espaço deixa os alunos mais empolgados, a motivação é diferente. Estamos felizes em vir aqui com essas crianças, dar essa oportunidade e ter essa manhã maravilhosa na PZ Empreendimentos. Temos vários talentos dentro da Escola se destacando e, para nós, é uma grande honra. Vemos isso com bons olhos”, declarou.

A aluna Izabella Mendes destacou o que a levou à Escola Municipal de Artes, bem como a satisfação que sente em frequentar as aulas. “Desde criança eu sempre louvei na igreja, o louvor sempre fez parte da minha história e da minha vida. Eu procurei a Escola de Artes para me aperfeiçoar mais, aprender as técnicas, respiração. Tudo o que a professora Val oferece tem me ajudado muito até aqui. Para mim, tem sido um refúgio. Eu amo estar lá na Escola, junto com os colegas. Todos eles estão muito animados com a professora, com a Escola, e tem sido muito bom para mim”, relatou.

Lucas Izoldino, também aluno de Canto, contou como começou na música, um pouco da rotina das aulas, bem como a expectativa para a apresentação ao público. “Eu comecei a cantar na igreja, minha mãe cantava na igreja também, desde pequena. A nossa paixão pela música é de família. As aulas sempre começam com aquecimentos, a gente aprende a cantar melhor, técnicas, afinação e muito mais. Eu acho que o público vai gostar muito da apresentação, que a gente preparou com muito carinho para todos escutarem a nossa música e a nossa forma de arte. Hoje eu vou cantar com a minha irmã, Ana Vitória, e a gente pretende formar uma dupla”, disse.

Valquíria Eusébio, professora de Canto, destacou alguns elementos trabalhados durante as aulas. “Lá os alunos aprendem a ter mais postura de palco, a desenvolver uma comunicação melhor e afinação. Trabalhamos em conjunto e também com aulas individuais. Eles aprendem todos esses recursos: afinação, dicção, postura de palco, interpretação e ainda desenvolvem um repertório maravilhoso”, apontou.

Vagas disponíveis para aulas de Canto

Durante a agenda, Débora reforçou que ainda há vagas abertas para quem deseja fazer aulas de canto. “Estamos com vagas disponíveis e de portas abertas para receber os interessados em fazer aula com a professora Valquíria”, lembrou a coordenadora da EMA.

Os interessados contam com dois grupos de canto: Meninas Cantoras (exclusivo para o público feminino entre 10 e 15 anos de idade) e o Geral (que atende adolescentes e adultos, a partir dos 12 anos de idade).

As matrículas devem ser realizadas presencialmente na EMA, localizada na Avenida dos Jacarandás, nº 3.960, Setor Residencial Norte. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 18h.

Para efetivar a inscrição, é necessário apresentar cópias dos seguintes documentos: documento oficial (RG ou Certidão de Nascimento), comprovante de endereço atualizado e laudo médico, caso o aluno possua alguma condição que requeira atendimento específico ou adaptação.

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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