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Rio espera receber 6,8 milhões de foliões apenas em blocos de rua

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A capital fluminense espera receber 6,8 milhões de foliões apenas nos blocos de rua. A Riotur, empresa municipal de turismo do Rio, autorizou 462 blocos a desfilarem no carnaval carioca.

Programação

Na tarde de hoje (16), a Banda da Inválidos faz seu desfile ao som de marchinhas pelas ruas de um dos bairros mais boêmios do Rio, a Lapa, no Centro da cidade. A folia só deve terminar no fim da noite. Tem Carnaval também na zona oeste, em Santa Cruz, onde o Unidos do Largo da Bica animará, a partir das 19h.

A terça-feira (17) de Carnaval na capital fluminense será o dia com o maior número de blocos pela cidade: 56. A folia começa cedinho, com o Fervo da Lud, às 7h da manhã, reunindo uma multidão no circuito de megablocos, no Centro. Em Santa Teresa, tradicional bairro da área central da cidade, o bloco Carmelitas faz seu segundo desfile. O cortejo costuma reunir uma multidão pelas ladeiras e ruas estreitas.

A zona sul também vai contar com opções pela manhã, como o Vagalume Verde, às 8h, no Jardim Botânico, e o Bagunça Meu Coreto, às 9h, no Flamengo. O Clube do Samba agita o bairro de Copacabana, a partir das 11h.

À tarde, a festa continua: o bloco Tudo Nosso faz a alegria de foliões em Engenho de Dentro, na zona norte, a partir das 14h. A Orquestra Voadora agita o Aterro do Flamengo, às 16. No final do dia, a tradicional Banda de Ipanema fará a festa no bairro da zona sul a partir das 17h.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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