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Recife e Olinda aniversariantes: confirma a programação das cidades

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Nesta quinta-feira (12), Recife e Olinda fazem aniversário. A capital pernambucana completa 489 anos de fundação. Já Olinda, a “irmã mais velha”, celebra 491 anos.

As duas cidades, além de sua importância histórica, são celeiros de manifestações culturais brasileiras. E essa referência se reflete nos festejos programados para esta quinta nas duas cidades. a programação avança para o fim de semana.

Em Recife, a capital ganha um novo letreiro com o nome da cidade, situado no Marco Zero, um dos seus principais cartões-postais.

O Histórico Teatro Santa Isabel, que fica no Centro, terá, nesta quinta e sexta-feira e nos dias 24 e 25 de março, concertos gratuitos da Orquestra Sinfônica do Recife. O repertório destaca artistas pernambucanos, a produção cinematográfica local e o legado do músico Chico Science. 

Frevo tem destaque

E na terra do frevo, o ritmo terá seu devido destaque no aniversário. Começa nesta quinta e segue até o próximo sábado o Recife Frevo Festival, reunindo orquestras, performances e projetos ligados à dança no Teatro do Parque e no Paço do Frevo.

O evento também promove atividades formativas. No encerramento, a parte externa do Teatro recebe o projeto multimídia Enigma do Frevo, do DJ Dolores.

Uma outra iniciativa que marca os festejos une cultura e educação. A prefeitura reúne estudantes, professores, equipes pedagógicas da rede municipal, além de mestres e mestras da cultura popular, na tarde desta quinta-feira, na Praça do Arsenal, para o lançamento do projeto “Passos que Educam – O Frevo entre Nós”. 

Nesta primeira etapa, dez escolas municipais promoverão atividades que aproximem os alunos da história, da música e da dança que fazem do frevo um dos maiores símbolos do Recife. 

Feira e shows

Os recifenses e turistas também passam a ter mais um ponto para conferir o empreendedorismo local e a cultura: a Feira Manguedarte.  A ideia é que a feira ocupe o espaço do Cais da Aurora uma vez por mês, sempre às sextas-feiras, reunindo expositores dos segmentos de gastronomia, arte, moda, design e acessórios, além de atrações artísticas. A primeira edição será nesta sexta, a partir de 17h.

Domingo, a partir de 16h, vários artistas sobem ao palco montado no Cais da Alfândega, no Centro, para o festival que celebra a cidade. Entre as atrações que irão se apresentar estão Dudu Nobre, Almério, Chico Chico, Sandra de Sá e Jorge Vercillo.

Nos dias 28 e 29 de março, as celebrações de aniversário se encerram com o Festival de Jazz do Recife, na Praça do Arsenal.

Programação de Olinda

Em Olinda, a programação de aniversário está integrada ao Festival Canavial, que começou na última terça-feira.

Até o próximo sábado, estão previstas oficinas, cortejos, shows e manifestações culturais de vários estados brasileiros com raízes na cultura negra: cirandas, tribos indígenas, cavalo marinho, maracatus, afoxé, coco, orquestras de frevo e mamulengos.

Ainda nesta quinta-feira, acontecem dois cortejos pelas ruas históricas: o Bata-Kossô, saindo do Largo da Ribeira a partir de 16h; e o Cortejo da Troça Cariri Olindense, saindo de sua sede no bairro Guadalupe, a partir de 17h. 

Em seguida, no palco montado na Praça do Carmo, acontecem apresentações do Coco das Artes, Elba Ramalho, Orquestra do Avesso, Quinteto Violado e Sambadeiras.


Fonte: EBC Cultura

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Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana

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No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.

“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”


Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação
Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação

Salvador (BA), 02/07/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação – Gov BA/Divulgação

A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.

“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”

Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
 


Fonte: EBC Cultura

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