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Nosso Natal 2025 em Brasília reúne 260 atrações gratuitas

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A edição de 2025 do Nosso Natal em Brasília vai contar com 260 atrações na Esplanada dos Ministérios, até 4 de janeiro, com exceção dos dias 24 e 31 de dezembro.

Com mais de 64 mil metros quadrados, o espaço tem uma vila cenográfica que possui uma árvore de mais de 30 metros de altura.

O local ainda conta com teatro infantil, pista de patinação de gelo, além do palco principal que vai receber shows de artistas locais todos os dias.

Uma praça de alimentação também foi montada e reúne negócios familiares e empresas lideradas por mulheres; todas oferecendo opções com preço social.

As principais atrações são a pista de gelo, que tem sessões a cada 30 minutos, com idade mínima de 5 anos; roda-gigante com 22 metros e que conta com 16 cabines, entre elas uma adaptada; carrossel para até 36 pessoas e trenzinho; Casa do Papai Noel, com Libras e audiodescrição; e teatro infantil que tem espetáculos às 18 horas.

Todas essas atrações são diárias e têm entrada gratuita.

No dia 21, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional vai fazer uma apresentação no palco principal montado na Esplanada.

Oficinas criativas também estão disponíveis para as crianças, com turmas às 17h30, 18h35, 19h30 e 20h40.

Os ingressos gratuitos podem ser retirados no local.

A programação completa pode ser consultada no site cultura.df.gov.br.

*Com supervisão de Bianca Paiva. 


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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