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Museu das Amazônias promove atividades sobre a cultura do Norte

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Em Belém, no Pará, o Museu das Amazônias, legado da COP30, oferece programação neste mês de dezembro que une história, natureza e cultura.

A partir deste sábado (6) e até o dia 21 de dezembro, sempre às sextas, sábados e domingos, o museu promove oito atividades que vão discutir temas como patrimônio histórico e urbano, astronomia indígena, literatura amazônica e preservação ambiental.

O coordenador de Educação e Atendimento do Museu das Amazônias, Emerson Caldas, fala sobre o objetivo da programação.

“Ela foi pensada pra provocar essa experiência que une o conhecimento, a imaginação e, sobretudo, o pertencimento a esse território. Nós queremos que o público encontre nesse museu um espaço vivo de aprendizagem, onde a ciência e a cultura dialoguem com as histórias, os corpos e os territórios da Amazônia”.

Entre as atividades estão o ateliê das aves, com pintura de peças de miriti inspiradas em aves amazônicas; oficina de dobraduras que valoriza a fauna regional; contação de histórias da figura ancestral Cobra Canoa; introdução às constelações tupi-guarani; e visita educativa com crianças sobre o ciclo da água e os rios voadores.

Inaugurado em outubro, como parte das obras da COP30, o Museu das Amazônias foi criado para valorizar a cultura e a história do norte do Brasil e também dos oito países vizinhos por onde a floresta amazônica se estende.

O Museu fica ao lado da Estação das Docas no Porto Futuro II, em Belém. A visitação é gratuita e a programação completa está nas redes sociais, no perfil @museudasamazonias


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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