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Museu Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, completa 95 anos

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O Museu Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, completa 95 anos nesta quarta-feira. A instituição onde viveu o jurista, político, escritor e diplomata Rui Barbosa é o primeiro museu-casa público do país e é  dedicado à preservação de sua memória e legado.

Mais recentemente, o acervo de sua viúva, Maria Augusta, e dos empregados da casa da família na época também foram integrados ao Museu.

Localizada em Botafogo, na zona sul da capital, a  residência neoclássica reúne aproximadamente 1550 peças, entre acervos arquitetônico, museológico, paisagístico e arqueológico, um verdadeiro patrimônio cultural reconhecido nacional e internacionalmente.

O museu  recebe anualmente cerca de 12 mil visitantes em seus espaços internos, e 50 mil frequentadores no jardim histórico, tombado pelo IPHAN.

O presidente da Fundação Casa de Rui de Barborsa, Alexandre Santini, destaca que a construção está passando por várias intervenções importantes  na comemoração do aniversário:

“Agora aos 95 anos o museu passa por uma reformulação histórica, com a implementação de uma série de medidas, como a modernização elétrica, implementação do sistema de combate a incêndios, medidas de acessibilidade, novo projeto tipográfico e novo plano museológico”.

Santini também fala sobre a importância do momento, que representa uma preparação para o futuro.

“É uma comemoração que na verdade antecede e já prepara as comemorações do centenário desta instituição e que também aponta para o seu futuro, para os seus próximos 100 anos”.

Sessenta mil documentos do acervo do museu também são considerados “Memória do Mundo” pela Unesco.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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