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Folia em São Paulo segue durante todo o fim de semana

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Neste fim de semana ainda tem carnaval em São Paulo. Além do desfile das escolas campeãs no Sambódromo do Anhembi, no sábado (21), também tem blocos de rua no pós-carnaval, de megablocos com artistas consagrados como Daniela Mercury, a blocos tradicionais espalhados pelos bairros.

Neste sábado, a partir das 9h, em Perdizes, o bloco Abacaxi de Irará homenageia Tom Zé com um repertório de músicas do baiano mais paulistano que existe. O trajeto começa na esquina da Rua Minerva com a Dr. Homem de Melo. 

Também pela manhã, tem folia para a criançada no centro da cidade com a Charanguinha do França, versão infantil do bloco Charanga do França. O cortejo começa às 10h na Rua Major Sertório, em frente à Praça do Rotary. 

Na zona sul, os Amiguinhos da Vila Mariana garantem a diversão para as crianças com repertório carnavalesco infantil, a partir das 10h, com saída da Rua Pelotas, 559. 

Na zona norte, o Bloco do Pequeno Burguês sai às 13h na Rua Castro Maia, ao lado da estação de metrô Jardim São Paulo. 

Na Brasilândia, o Cordão do Samba do Balaio do Canjico leva o samba de roda para a comunidade há mais de dez anos. A concentração começa às 13h na Rua Raimundo da Cunha Matos. 

No domingo (22), o bloquinho infantil Fraldinha Molhada oferece programação com atividades lúdicas para os pequenos na Vila Regente Feijó, a partir das 8h, na  Rua José Oscar Abreu Sampaio, 310. 

Em Guaianases, na zona leste, o bloco Carnaroseira apresenta as tradições populares das marchinhas no desfile, com início às 11h, na Rua Carlo Mannelli, 650. 

Já o Bloco do Síndico leva as canções de Tim Maia para as ruas de Moema, na Avenida Helio Pellegrino, número 200, às 13h. 

Na Vila Madalena, o Bloco de Pífanos celebra a musicalidade do nordeste, a partir das 14h, na Rua Girassol, 67. 

Neste fim de semana, o transporte público tem operação especial: as linhas azul, verde e vermelha do metrô funcionam 24h entre sábado e domingo. Por conta dos blocos de rua, haverá bloqueios no entorno do Ibirapuera e nas regiões de Pinheiros, Consolação e no centro. 

As informações completas, com horários e trajetos dos blocos, estão no site carnavalsp.com.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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