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Festival Nacional da Canção conhece vencedores neste final de semana

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As finais do tradicional Festival Nacional da Canção, que acontece em Minas Gerais, chegam à sua 55ª edição a partir desta quinta-feira.

Nos próximos três dias, 30 canções de músicos e compositores de diversos estados participam da semifinal e da final do evento, na cidade mineira de Boa Esperança. Hoje e amanhã, na Praça do Fórum, serão apresentadas 15 músicas por noite – 24 presenciais e 6 online. Ao final, 10 canções da categoria presencial e 2 da online serão classificadas para a grande final no sábado. As apresentações começam às 20h30. O festival distribui cerca de R$ 250 mil em prêmios e o troféu Lamartine Babo ao primeiro colocado.

Em cada noite, haverá shows de encerramento com artistas convidados. Nesta quinta, a atração é a Orquestra Som de Minas, de Boa Esperança. Na sexta, o cantor Fred Izak apresenta o show “Lírico”, com participações de George Israel (Kid Abelha), Henrique Portugal (Skank) e o grupo Circo da Meia-Noite, com elementos teatrais e performáticos. No sábado, a cantora e compositora Vanessa da Mata encerra o festival.

Até chegar às músicas finalistas, o evento passou por seis etapas classificatórias desde julho, com apresentações em Tiradentes, São Thomé das Letras, Perdões, Três Pontas, Coqueiral e Nepomuceno. Artistas de todo o país se apresentaram para milhares de pessoas e para os jurados. Foram cerca de 1.500 canções inscritas este ano. 120 participaram das fases presenciais e online.

Criado em 1971, o Festival Nacional da Canção nasceu inspirado pelo sucesso dos festivais da TV Record, que revelaram muitos dos principais compositores e intérpretes brasileiros. Os shows deste fim de semana e das etapas anteriores podem ser acessados pelo canal youtube.com/festivalnacionaldacancao.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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