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Exposição Fullgás fica em cartaz no CCBB de BH até 10 de setembro

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A exposição Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil, que está em cartaz no CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, leva os visitantes a uma era de transformações.

A mostra, que tem o nome da canção composta por Antonio Cícero com Marina Lima, reúne cerca de 300 obras visuais de mais de 200 artistas brasileiros de várias regiões do país.

Os trabalhos dialogam com elementos da cultura pop, como a televisão, quadrinhos, revistas e com a música que marcou a geração anos 80. São cinco núcleos com o nome de músicas da época. O curador da exposição, Raphael Fonseca, comenta sobre a ideia de cada um deles:

“Começa com ‘Que país é esse?’, que entra na parte mais urbana — aquela que pensa a política e a filmagem no país. Depois, vem ‘Sair com beat acelerado’, uma música da banda Metrô, de São Paulo, que fala de prazer e luxúria no Brasil dos anos 80. Seguimos com ‘Diversões eletrônicas’, música do Arrigo Barnabé, que traz esse futurismo ‘oitenteiro’. Depois temos ‘Pássaros na garganta’, do Tetê Espínola, que pensa ecologia. E, por fim, ‘O tempo não para’ — uma canção do Cazuza — que reflete sobre a brevidade da vida e também o fim da geração 80 no país”.

Entre os artistas com obras expostas estão nomes como Beatriz Milhazes, Leonilson e Leda Catunda. A carioca Adriana Varejão participa da exposição com a obra abstrata chamada O Dilúvio, de 1985. A artista, que nasceu em 1964, no ano do golpe militar, conta sobre o processo criativo da tela que marca o início de sua trajetória como pintora”.

“Eu acho que ali já existe uma linguagem, né? Que é essa ideia de esculpir um pouco com tinta na tela. Eu me lembro que eu rodava a tela e, sabe?, fazia experimentações ali, procurando que aquilo me trouxesse alguma coisa”.

Com o retrato visual de uma década marcada pela redemocratização do país embalada por uma trilha sonora com identidade nacional, a exposição “Fullgás” fica em cartaz no CCBB de Belo Horizonte até o dia 10 de novembro, de quarta à segunda-feira. A entrada é gratuita, com retirada de ingresso pelo site do CCBB.


Fonte: EBC Cultura

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Galerias, curadores e colecionadores se encontram na Art.Pe, em Recife

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Recife será um grande ponto de convergência entre galerias, projetos especiais, instituições, artistas, editores, curadores e colecionadores da arte contemporânea a partir desta quarta-feira (14). É que a capital pernambucana sedia até o próximo domingo a quinta edição da Art.Pe – a Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, um espaço que abriga um recorte da arte pós-moderna brasileira em diferentes linguagens.

O pavilhão de mais de 5 mil metros quadrados, no Recife Expo Center, reúne 75 expositores, incluindo 55 galerias de todas as regiões do Brasil, com atuação nacional e internacional, e ainda dois espaços para produções de arte da Argentina e Portugal.

o Art.Pe recebe também projetos especiais, instituições culturais, editoras e livrarias com novidades da arte contemporânea.

O espaço também abriga lojas de museus da Região Nordeste. Os participantes apresentam ao público as novidades do mercado da arte — pinturas, esculturas, fotografias, desenhos, gravuras, objetos em cerâmica, artes têxteis, entre outras.

Outro destaque da programação é a Arena BNB Cultural, que irá promover leituras individualizadas de portfólio de artistas do Nordeste, prêmios, lançamentos editoriais, momentos culturais e, principalmente, conversas sobre temas relevantes para o setor, conduzidas por convidados com diferentes atuações no campo artístico.

O acesso ao público na quarta-feira acontece das 17h30 às 21h. De quinta a sábado, de 13h às 21h.  E no domingo entre 12h e 19h. 

A programação dia a dia e as orientações de acesso disponíveis na página artpe.art.br.


Fonte: EBC Cultura

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