Cultura

Esquema de segurança reforçado marca Carnaval no Rio

Publicado em

Cultura

A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu 458 criminosos entre os dias 13 e 17 de fevereiro. O resultado é 15% superior ao registrado em igual número de dias no Carnaval de 2025. A informação foi divulgada nesta quarta-feira e faz parte do balanço parcial das ações de segurança realizadas durante a folia.

No período, mais de 12.500 agentes foram mobilizados no esquema de policiamento ostensivo e ininterrupto, com apoio de recursos de tecnologia , como o sistema de reconhecimento facial,

Os policiais também apreenderam 74 adolescentes por atos infracionais, representando aumento de 28% em relação ao ano anterior. Outro destaque foi a recuperação recorde de 97 telefones celulares diretamente das mãos dos criminosos, um crescimento de 169% na comparação com o Carnaval passado.

As ações de revista nos acessos aos blocos e megablocos fizeram parte da estratégia para reduzir delitos oportunistas.

Além do reforço na segurança, uma ação do Procon Estadual apreendeu cerca de 50 litros de bebidas com indícios de falsificação ou sem procedência, entre elas whisky, cachaça e vodka, que eram vendidos nos blocos.

De acordo com o Secretário de Estado de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes, o planejamento operacional foi estruturado para atuar prioritariamente na prevenção, estratégia que, na sua avaliação, evitou ocorrências mais graves.

 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

Publicados

em

DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA