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Em Pernambuco, Carnaval segue com opções para foliões inimigos do fim

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A terça-feira (17) oficializa o final do Carnaval, mas, em Pernambuco, ainda há opção de diversão para os foliões inimigos do fim. No Recife, capital do estado, no palco principal do Marco Zero, o público se despede da folia hoje à noite ao som da cantora Nena Queiroga, uma das homenageadas do Carnaval de Pernambuco 2026, que sobe ao palco às 19h. Às 20h30, começa o show do cantor Geraldo Azevedo. Às 22h, a cantora Elba Ramalho; à meia-noite, Alceu Valença; e às 2h da madrugada, Maestro Spok e Orquestrão encerram a programação do Carnaval do Recife.

Carnaval em Olinda

Ainda na região metropolitana, em Olinda, o encerramento das festividades no Palco Pernambuco Meu País, no Polo Carmo, área histórica da cidade, conta com diversidade de gêneros musicais, com muita cultura popular, para os foliões que ocupam as ladeiras do município. Sobem ao palco Nailson Vieira, às 18h30, e Léo da Bodega, às 19h30. A grade também conta com a energia do Devotos, às 20h30. Em seguida, a vibração contagiante continua com a Academia da Berlinda e a Orquestra de Bolso. E às 23h30, a banda Cordel do Fogo Encantado finaliza a lista de atrações da despedida do Carnaval.

Carnaval em Pesqueira

O município de Pesqueira, no Agreste pernambucano, realiza o tradicional Carnaval do Papangu, conhecido pelas máscaras e pelo desfile de foliões no Corredor da Folia. A festa ocupa diversos polos culturais com frevo, forró e pagode. Na cidade, a folia preserva a identidade cultural local com cortejos, blocos tradicionais e apresentações artísticas. A festa se distribui por diferentes polos, incluindo área urbana, distritos e comunidades indígenas, e conta com a presença do cantor Ferrugem para encerrar a noite.

Carnaval em Triunfo

Já no Sertão, em Triunfo, o Carnaval dos Caretas movimenta o município com desfiles de personagens mascarados e apresentações musicais em polos como o Pátio de Eventos e o Polo Gastronômico. A festa mantém a tradição dos blocos de rua, característica marcante do município.

É o Carnaval de Pernambuco 2026, com festa do litoral ao Sertão.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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