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Cultura e sustentabilidade marcam início da COP 30 em Belém

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Além da extensa pauta ambiental, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que começou nesta segunda-feira, em Belém, no Pará, também apresenta programação cultural que une história, arte e sustentabilidade.

Um dos destaques é a programação do espaço Freezone Cultural Action, localizado na Praça da Bandeira, que, até o próximo dia 21 de novembro, abrigará shows, cinema, gastronomia, exposições, apresentações culturais, painéis e experiências imersivas sobre justiça climática, bioeconomia e protagonismo jovem.

As apresentações desta segunda-feira incluem o espetáculo CronoEcoLógico, o Grupo Folclórico Frutos do Pará e pelo menos cinco shows de artistas paraenses, entre eles Gabriel Pompeu e Nega Lora. A programação diária começa a partir das oito da manhã, seguindo sempre até por volta da meia-noite.

Já o centenário Theatro da Paz apresenta, de hoje até quarta-feira, o espetáculo I-Juca Pirama, que encerra a 24ª edição do seu Festival de Ópera. Entre os dias 13 e 21 de novembro, os cantores Ney Matogrosso, Fafá de Belém, Toquinho, Lenine e o músico Leo Gandelman, acompanhado da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, realizam shows em prol de entidades ambientais como os institutos SOS Pantanal e SOS Amazônia.

Para saber os locais e espaços históricos onde acontecerão os shows, exposições, instalações, passeios e demais atrações, basta acessar o site oficial do evento, cop30.br, na aba “Programação Cultural COP 30”.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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