Cultura
Cidades baianas recebem mostra internacional de cinema
Cultura
As cidades de Salvador e Cachoeira, na Bahia, sediam a partir desta quarta-feira (25) a 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema. 

Até 1º de abril, serão exibidos mais de 150 filmes entre longas, médias e curtas-metragens; sendo 72 deles parte das três mostras competitivas: uma internacional, uma nacional e uma baiana. Os títulos escolhidos passam pelos gêneros documental, ficção e animação, além de obras experimentais.
Em Salvador, as exibições ocorrem no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, com parte das sessões pagas. O filme inédito A Vida de Cada Um abre oficialmente o evento nesta quarta-feira, às 20h. Após a exibição, haverá um bate papo com o diretor Murilo Salles e a atriz Bianca Comparato.
Já na cidade de Cachoeira, o Cine Theatro Cachoeirano dá o pontapé inicial na programação a partir das 19h30 desta quarta, com a exibição do documentário O Samba Mora Aqui, do cineasta baiano Vitor Rocha, que também participa de um debate após a sessão. Todas as exibições são gratuitas.
Esta edição do Panorama também conta com duas mostras dedicadas ao pioneirismo e inovação estética e narrativa de duas cineastas: a realizadora belga radicada na França e figura central do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, Agnès Varda, e a cineasta, roteirista e jornalista cubana Sara Gómez, a primeira mulher a dirigir um longa-metragem no país.
A programação nas cidades inclui ainda encontros presenciais com realizadores e produtores, debates, oficinas, laboratórios e shows musicais. A relação das atividades está disponível no site do evento.
Cultura
Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)
DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si
anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda
Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.
Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.
Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento
“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”
A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.
Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.
Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.
Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.
Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.
-
Esportes6 dias atrásPalmeiras goleia Vasco por 4 a 1 e amplia vantagem na liderança do Brasileirão
-
Polícia7 dias atrásGuarda Municipal prende suspeito por ameaça e descumprimento de medida protetiva em Várzea Grande
-
Entretenimento7 dias atrásEliezer se declara para Viih Tube durante lua de mel na Sardenha: ‘Casei com uma g…!’
-
Esportes7 dias atrásCruzeiro vira sobre o Flamengo no Mineirão e impede Rubro-Negro de assumir a liderança
-
Esportes6 dias atrásCoritiba vence o Corinthians por 2 a 1 e impõe segunda derrota seguida ao Timão
-
Agricultura6 dias atrásAbelhas elevam produtividade da soja em até 18%
-
Esportes7 dias atrásCuiabá empata com o Goiás e segue na briga pelo G6
-
Esportes7 dias atrásInternacional empata sem gols com Atlético-MG e continua ameaçado pelo Z4
