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CCBB Rio realiza Mostra de Cinema Peruano, com pré-candidatos ao Oscar

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Os amantes da sétima arte terão uma oportunidade de conhecer a diversidade cultural do cinema contemporâneo do Peru. A partir desta quarta-feira (3), o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro realiza a Mostra de Cinema Peruano 2025, com exibição de filmes que refletem o sucesso recente do país nas premiações internacionais, incluindo três películas pré-candidatas ao Oscar.

Entre os temas abordados nos filmes, estão questões sociais, históricas e ambientais, como a comédia “As melhores famílias”, que diverte com a tensão sobre os laços familiares, e “Deliciosa fruta seca”, um drama que demonstra que o amor não tem idade.

Sueli Voltarelli, gerente geral do CCBB do Rio de Janeiro, destaca mais uma obra importante do evento.

“Eu destacaria “Rainhas”, que é um filme que foi pré-selecionado no Oscar e que mostra uma faceta peculiar da sociedade peruana”.

Sueli também explica como surgiu a ideia do festival.

“A ideia de fazer essa Mostra do Cinema Peruano surgiu em 2023, quando nó fizemos uma exposição que se chamava Tesouros Ancestrais do Peru. Com essa exposição, nós pensamos em ampliar, fazer uma coisa mais multidisciplinar e foi um sucesso, público foi ótimo. Então, nós achamos que poderíamos repetir essa mostra este ano”.

A iniciativa é resultado da colaboração entre o Consulado Geral do Peru no Rio de Janeiro e o Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra vai até 8 de setembro, com entrada gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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